segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

À PROCURA DE DEUS

Por: Marcos Tuler

Nas regiões da Ásia, um viajante armou sua tenda à beira da estrada e se acomodou para dormir. Ao perceber que seu servo dobrara os joelhos para a oração da noite resolveu questiona-lo: “Podes ver, apalpar, porventura o teu Deus?” O servo se calou. “Como sabes então que ele existe?” insistia o amo.
Pela manhã, aquele senhor vem à porta da tenda e afirma: “Passou por aqui um camelo.” Seu servo então decide interpelá-lo: – “Viste-o? Apalpaste-o? Como sabes que ele existe e passou por aqui?”. Ao que lhe respondeu o amo: “Cá está o rastro.”
“Ah! Conheces a existência de um camelo pelo rastro e não conheces a Deus pelas obras de suas mãos, pelos astros do firmamento?”, asseverou-lhe o sábio servidor.
Deus nunca se preocupou em provar sua existência, “porque, segundo sua própria Palavra, é necessário que aquele que se aproxima dEle creia que Ele existe e que recompensa a quem o procura” (Hb 11.6).
Você está à procura de Deus? Duvida de sua existência? Sente-se inseguro acerca da eternidade? Saiba que Deus não apenas existe e criou todas as coisas, mas, cuida de suas criaturas, especialmente do ser humano.
A Bíblia afirma que todos pecaram e destituídos foram da glória de Deus (Rm 3.23). Todavia, por sua infinita graça e misericórdia, o Senhor proveu um infalível plano de resgate e salvação: Enviou-nos seu único filho, Jesus Cristo, para morrer em nosso lugar, levando sobre si na Cruz do Calvário, todas as culpas e maldades do mundo (Is 53.6b; Jo 1.29).
A Bíblia diz que a vontade de Deus é que todos os homens se salvem e cheguem ao pleno conhecimento da verdade (1 Tm 2.4).
Para ser salvo você precisa apenas dar três passos:

1. Reconhecer que é pecador (Rm 3.23).

Todo homem precisa reconhecer que é pecador e necessita da misericórdia de Deus. Esse reconhecimento deve ser acompanhado de profunda contrição espiritual (At 2.37).

2. Confiar em Jesus como o seu Salvador (Jo 1.12;At 16.31).

Confiar em Jesus como Salvador significa apoiar-se ou descansar plenamente em suas promessas de vida eterna.
Essa confiança absoluta inclui o arrependimento sincero, o abandono do pecado, e o interesse total pelas coisas de Deus (Mc 1.15; 2 Co 7.10).

3. Confessar que Cristo é o seu Salvador (Rm 10.10b).

Confessar é declarar publicamente que aceitou a Jesus com Salvador. A Bíblia diz que se deve crer com o coração e confessar com a boca (At 3.19 Rm 10.10). É nesse momento o pecador confessa também a Deus os seus pecados, decidindo abandona-los, e recebe o perdão (1 Jo1.9). Portanto, o perdão depende de arrependimento e confissão.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008



A ORIGEM DA BÍBLIA

Por: Marcos Tuler


A Bíblia é a revelação de Deus aos homens: o Todo-Poderoso revelou-se à humanidade plenamente através de seu Filho Jesus Cristo – palavra viva; tornou-se homem para dar ao gênero humano uma idéia concreta, definida e palpável do que seja a pessoa que devemos ter em mente quando pensamos em Deus – Deus é tal qual Jesus.
Toda a Bíblia se desenvolve ao redor da bela história de Cristo e de sua promessa de vida eterna. Seu aparecimento na terra, indubitavelmente, é o acontecimento central de toda a história. Cristo é o Verbo Divino, a Palavra de Deus em ação, tema unificador: o assunto central da Bíblia.
O Antigo Testamento forneceu o cenário para o surgimento do Messias. O Novo, descreve-o com perfeição. Assim, Cristo se esconde no Antigo Testamento e é desvendado no Novo.
Os crentes anteriores a Cristo olhavam adiante com grande expectativa, ao passo que os crentes de nossos dias vêem em Cristo a concretização dos planos de Deus: o perfeito e harmonioso cumprimento da Bíblia.

Quem é o autor da Bíblia? Quem é seu real interprete?

Deus é o autor da Bíblia por excelência, e o Espírito Santo, seu real intérprete.
Embora Deus seja o genuíno autor da Bíblia, inspirou cerca de 40 homens para escrevê-la.
Esses homens tinham diferentes atividades, viviam distantes uns dos outros, tinham estilos e características distintas e eram provenientes de três continentes. O trabalho de todos levou pelo menos uns 1.500 anos – de Moisés ao apóstolo João.
Independente dessas circunstâncias, na Bíblia há um só plano, que de fato mostra que há um só autor divino, guiando os humanos. Isto é o que garante a unidade da revelação bíblica.

A formação do cânon sagrado

Você conhece a origem da Bíblia? Sabe como, em quanto tempo e, em quais condições ela foi formada? Sabe o que ela representa e sempre representará para a humanidade?
A palavra "cânon", expressão latina, deriva-se do termo grego kanõn, que significa literalmente "vara reta de medir" ou "régua de carpinteiro". Em outras palavras, este termo denota um padrão de medida excelente e rigoroso.
Aplicado às Escrituras o Cânon significa aquilo que serve de norma, regra de fé e prática. Deste modo, o Cânon Sagrado é uma coleção de livros que foram aceitos por sua autenticidade e autoridade divinas. Isto significa que os livros que hoje formam a Bíblia satisfizeram o padrão, ou seja, foram dignos de serem aceitos e incluídos.
Os livros da Bíblia são denominados canônicos para não serem confundidos com os apócrifos, escritos não inspirados e não autorizados por Deus.
O emprego do termo “cânon” foi primeiramente aplicado aos livros da Bíblia por Orígenes (185-254 d.C).

Como se formou, e em quanto tempo se completou o Cânon do Antigo Testamento?

O Cânon do Antigo Testamento foi formado num período aproximado de 1.046 anos – de Moisés a Esdras.
Moisés começou a escrever o Pentateuco cerca de 1491 a.C., Esdras surge por volta de 445 a.C.
Esdras, segundo a literatura judaica, na qualidade de escriba e sacerdote, presidiu um conselho formado por 120 membros chamado Grande Sinagoga. A Grande Sinagoga selecionou e preservou os rolos sagrados, determinando naquele tempo o cânon das Escrituras do Antigo Testamento (Ed 7.10,14).
Foi essa mesma entidade que reorganizou a vida religiosa nacional dos repatriados e, mais tarde, deu origem ao supremo tribunal judaico denominado sinédrio.

A formação do Cânon se deu gradualmente

Antes mesmo de Deus ter ordenado a Moisés que escrevesse, pela primeira vez, um memorial a respeito da vitória de seu povo sobre os amalequitas, a Palavra de Deus já circulava entre os homens sob o método da transmissão oral: “Escuta-me, mostrar-te-ei; e o que tenho visto te contarei; o que os sábios anunciaram, ouvindo-o de seus pais, e o não ocultaram...” (Jó 15.17,18).
Agora observe as evidências da formação do cânon na própria narrativa bíblica.

Moisés
Moisés começou a escrever o Pentateuco cerca de 1491 a.C., concluindo-o por volta de 1451 a.C.
Não há evidência de que o homem tivesse a palavra de Deus escrita antes do dia em que Jeová disse a Moisés: “Escreve isto para memória num livro, e relata-o aos ouvidos de Josué...” (Êx 17.14).
A memória de Amaleque seria riscada para sempre. Esse foi o juramento que fez o Senhor. O Todo-Poderoso queria que aquela vitória fosse registrada num livro para que Israel jamais se esquecesse daquele livramento, provisão e justiça divinos.
Mais tarde, Deus haveria de configurar o Livro santo e reafirmar seus propósitos a Moisés: "Escreve estas palavras; porque conforme o teor destas palavras tenho feito aliança contigo e com Israel" (Êx 34.27). [grifo nosso]

Josué e Samuel
Josué (1443 a.C), sucessor de Moisés, escreveu uma obra que colocou “perante o Senhor” (Js 24.26).
Samuel (1095 a.C), último juiz e profeta, também escreveu, pondo seus escritos “perante o Senhor” (1 Sm 10.25).
Afinal de contas, o que significa escrever e colocar “perante o Senhor”?
Sobre isto, Deus já havia instruído a Moisés: "E porás o propiciatório em cima da arca, depois que houver posto na arca o testemunho que te darei" (Êx 25.21).
Tudo nos leva a crer que, naquele tempo, os livros sagrados eram depositados na Arca do Concerto à medida que iam sendo escritos. Deste modo, quem intentaria pelo menos tocar na santíssima Arca, onde o Altíssimo fulgurava sua glória? Deus havia arrumado uma forma bem original de preservar as Sagradas Escrituras.

Isaías
Isaías (770 a.C), profeta e conselheiro de confiança do rei Ezequias, afirma que suas inspiradas profecias se cumpririam cabalmente e estariam registradas por escrito no "Livro de Jeová". Trata-se de explícita referência às Escrituras na sua formação: “Buscai no livro do Senhor, e lede...” (Is 34.16).

Salmos
Em 726 a.C. os Salmos já eram cantados: "Então o rei Ezequias e os príncipes disseram aos levitas que louvassem ao Senhor com as palavras de Davi, e de Asafe. E o louvaram com alegria e se inclinaram e adoraram" (2 Cr 29.30).

Jeremias
O Senhor ordenou a Jeremias (626 a.C) que registrasse sua promessa de trazer seu povo do cativeiro: "A palavra que do Senhor veio a Jeremias dizendo: assim diz o Senhor Deus de Israel: Escreve num livro todas as palavras que te tenho falado" (Jr 30.1,2).

Josias
No tempo do rei Josias (621 a.C), época em que o templo estava sendo reparado, o sacerdote Hilquias achou o "Livro da Lei" (2 Rs 22.8-10). Quando o Livro santo foi lido perante o rei, o grande monarca percebeu quanto o povo estava fora da vontade de Deus e renovou a aliança com o Senhor.
Este episódio é uma evidência da formação do cânon naquela época, porém, também patenteia-nos uma grande lição para os nossos dias. Quando a Palavra de Deus é relegada, o povo se corrompe.

Daniel
Daniel (553 a.C) refere-se aos "livros" (Dn 9.2). Eram os rolos sagrados das Escrituras de então.

Zacarias
Zacarias (520 a.C) declara que os profetas que o precederam falaram da parte do Espírito Santo (7.12). Não há aqui referências direta a escritos, mas há inferências. Zacarias foi o penúltimo profeta do Antigo Testamento, isto é, profeta literário.

Neemias
Neemias nos seus dias (445 a.C), achou o livro das genealogias dos judeus que já haviam regressado do exílio (7.5). Certamente havia outros livros.

Ester
Nos dias de Ester, o Livro Sagrado estava sendo escrito. Ester e Mardoqueu foram usados por Deus para livrar Israel do extermínio, intentado pelo maléfico Hamã.
Para que esse feito fosse lembrado perpetuamente, instituíram e registraram “no livro” a festa de Purim: “... e escreveu-se no livro” (Et 9.32).

Nos dias de Jesus
Na época de Jesus, os 39 livros do Antigo Testamento já eram plenamente aceitos pelo judaísmo como divinamente inspirados. O Senhor referiu-se repetidas vezes ao Antigo Testamento, reconhecendo-o como a Palavra de Deus (Mt 19.4 e 22.29). Para se conferir a confiança que os escritores do Novo Testamento tinham do Antigo, basta conferir as centenas de citações da Lei, dos profetas e dos escritos feitos por eles.
Concluímos que, começando por Moisés, à proporção que os livros iam sendo escritos, eram postos no tabernáculo, junto ao grupo de livros sagrados. Esdras, como já dissemos, após a volta do cativeiro, reuniu os diversos livros e os colocou em ordem, como coleção completa. Destes originais eram feitas cópias para as sinagogas largamente disseminadas.
O Cânon do Antigo Testamento só foi realmente reconhecido e fixado no Concílio de Jâmnia em 90 d.C.
Houve muitos debates acerca da aprovação de certos livros, porém, o trabalho desse Concílio foi apenas ratificar aquilo que já era aceito por todos os judeus através dos séculos.

Os livros apócrifos do Antigo Testamento

A palavra “apócrifo” significa, literalmente “escondido”, “oculto”, isto em referência a livros que tratem de coisas secretas, misteriosas, ocultas. No sentido religioso, o termo significa não genuíno, espúrio, suposto, ilegítimo.
Os livros apócrifos foram escritos entre Malaquias e Mateus, ou seja, entre o Antigo e o Novo Testamento, numa época em que cessara por completo a revelação divina.
Nunca foram reconhecidos pelos judeus como parte do cânon hebraico. Jamais foram citados por Jesus nem foram reconhecidos pela igreja primitiva.
Apareceram pela primeira vez na Septuaginta, a tradução do Antigo Testamento feita do hebraico para o grego. Quando Jerônimo traduziu a famosa Vulgata, no início do século V, incluiu os apócrifos oriundos da septuaginta.
São 11 os escritos apócrifos: sete livros e quatro acréscimos a livros.
Os sete livros apócrifos constantes das Bíblias de edição católico-romana são: Tobias, Judite, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico, Baruque, 1 Macabeus, 2 Macabeus.
Os quatro acréscimos ou apêndices são: Ester (a Ester 10.4–16.24); Cânticos dos três santos filhos (a Daniel 3.24-90); História de Suzana (a Daniel cap.13); Bel e o Dragão (a Daniel cap.14).
Em 1546, no concílio de Trento, a Igreja Romana aprovou os apócrifos (escritos que apoiavam seus falsos ensinos) para combater o movimento da Reforma Protestante.

O Cânon do Novo Testamento

Como no Antigo Testamento, homens inspirados por Deus escreveram aos poucos os livros que compõem o cânon do Novo Testamento. Sua formação levou apenas duas gerações: quase 100 anos. Em 100 d.C. todos os livros do Novo Testamento estavam escritos. O que demorou foi o reconhecimento canônico, isto motivado pelo cuidado e escrúpulo das igrejas de então, que exigiam provas concludentes da inspiração divina de cada um desses livros. Outra coisa que motivou a demora na canonização foi o surgimento de escritos heréticos e espúrios com pretensão de autoridade apostólica. Trata-se dos livros apócrifos do Novo Testamento.

Por que formar um cânon para o Novo Testamento?

Jesus foi o redentor de quem o Antigo Testamento deu testemunho. Suas palavras, segundo eles, não podiam ter menos autoridade do que a Lei e os Profetas. Convencidos disto, os cristãos as repetiam sempre e as colocaram na forma escrita que se tornou o núcleo do cânon.
O tempo estava passando. Enquanto a regra tradicional da “doutrina apostólica baseada nos ensinos de Cristo e na interpretação do seu trabalho” foi mantida, não houve necessidade de escrevê-la. Mas, com a morte dos apóstolos, um a um, a tradição oral tornou-se insuficiente. As dissensões nas igrejas também tornaram o apelo à palavra escrita tanto natural quanto necessário.
Nenhum livro podia ser declarado Escritura, se não contivesse as ênfases que o tornasse como tal. Prevalecia uma unanimidade surpreendente entre as igrejas quanto aos escritos que falavam convincentemente de Deus.
O cânon do Novo Testamento aumentou sob a orientação de um instinto espiritual, em lugar da imposição de uma autoridade externa.
Os escritos aceitos eram de autoria daqueles honrados pela Igreja – Mateus, João, Paulo, Pedro – assim como de pessoas menos conhecidas, apoiadas por uma autoridade apostólica – Pedro por trás de Marcos, Paulo por trás de Lucas. Alguns livros levaram mais tempo para alcançar a canonicidade.
O Cânon do Novo Testamento se fixou de forma quase universal no século IV d.C., com Atanásio de Alexandria (325 d.C.).
No ano de 367 d.C. Atanásio enviou uma carta estabelecendo a lista dos livros sagrados que deviam ser lidos nas igrejas. Essa lista era exatamente a mesma que contém os atuais vinte e sete livros do Novo Testamento.
Porém, o cânon neotestamentário só foi definitivamente reconhecido e fixado, quando uma lista idêntica a de Atanásio foi aprovada no concílio de Cartago em 397 d.C.

A Bíblia é fruto da mente de Deus

Concluímos que a Bíblia é como a construção de um grande prédio, em que há muitos operários empregados. Cada um sabe bem o seu ofício, porém todos dependem do plano do arquiteto. Ela é perfeita e harmoniosa.
Embora tivesse havido tantos autores humanos, a unidade, simplicidade e singularidade da Bíblia indicam que houve uma só mente por trás de todas, a mente de Deus.
Os autores humanos fornecem variedade de estilo e matéria. O autor divino garante unidade de revelação e ensino.
Teólogos liberais, através da danosa Alta Crítica, fazem de tudo para colocar a Bíblia em descrédito. Chegam a sustentar que ela é uma espécie de história secular do esforço do homem por encontrar a Deus. Rejeitamos essa idéia com repugnância!
A Bíblia é a Palavra viva de Deus que narra o esforço do Todo-Poderoso por revelar-se e salvar o homem perdido.

Para convites de participação em Escolas Bíblicas e Conferências de Escola Dominical, entre em contato pelo tel: (21) 2406-7345 ou por e-mail: marcos.tuler@cpad.com.br.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008




CARACTERÍSTICAS DA APRENDIZAGEM COOPERATIVA DESENVOLVIDA NA SALA DE AULA


A aprendizagem cooperativa é interativa. Na qualidade de membro de um grupo o aluno deve:

1. Desenvolver e compartilhar um objetivo comum.

O ideal é que os próprios alunos escolham ou participem da escolha do tema do trabalho a ser desenvolvido em sala de aula, em casa ou em qualquer outro lugar. Se eles participarem da escolha do tema, é certo que também terão em mente as razões que os levarão à conclusão do trabalho. Os objetivos têm de ser partilhado com todos.

2. Compartilhar sua compreensão de determinado problema, questões, insights e soluções.

Às vezes, de onde menos se espera é que vêm as melhores idéias, pensamentos e soluções. Há alunos que são quietos, sossegados por natureza. Quase não se ouve a voz deles, quase não se percebe sua presença na sala de aula, mas... de repente... mostram-se inteligentes, geniais, especiais. Trata-se do tão falado insight. Aquela idéia maravilhosa, compreensão clara e repentina da natureza íntima de determinado assunto, que nos vêm sem que sequer percebamos. Todas as questões, insights e soluções, independente de quem os tenham, terão de ser compartilhados.

3. Responder aos questionamentos e aceitar os insights e soluções dos outros.

Nem sempre estamos preparados para aceitar as opiniões e contribuições dos outros. Imaginamos que somente nós temos boas idéias, e pensamentos dignos da consideração do grupo. Isto é, o que o outro pensa ou sabe a respeito do tema que está sendo tratado, na nossa consideração, é insipiente, incompleto ou até mesmo irrelevante.
Este tipo de comportamento é prejudicial ao relacionamento do grupo e ao resultado final do trabalho, embora seja comum em nossas classes.

4. Permitir aos outros falarem e contribuírem, e considerar suas contribuições.

Tanto o professor quanto o aluno, jamais poderão desprezar ou desconsiderar a cooperação de qualquer pessoa que seja. Pois, todos possuem saberes, informações e experiências para compartilhar.

5. Ser responsável pelos outros, e os outros serem responsáveis por ele.

No trabalho de grupo, ao mesmo tempo em que cada um é responsável por si e por aquilo que faz, também o é pelos outros e pelo que os outros fazem. A responsabilidade do resultado do trabalho é de todos.

6. Ser dependente dos outros, e os outros serem dependentes dele. No trabalho de grupo, todos dependem de todos. Não há espaço para individualismo ou estrelismo. O trabalho de grupo é como uma edificação. Todos constroem sobre o que outros já construíram.

O QUE PERMITE A CRIAÇÃO DE UM BOM GRUPO DE APRENDIZAGEM?

Muitos professores, encetam trabalhos de grupo em suas classes, sem conhecerem os processos grupais. Vejamos como os alunos se comportam e se relacionam em grupo e quais atitudes devem ser tomadas em cada situação:

a) O professor pode facilitar a discussão e sugerir alternativas, mas não deve impor soluções aos grupos, especialmente àqueles alunos que apresentam dificuldades de trabalhar em conjunto.
b) Os grupos deverão ter de três a cinco componentes, pois, grupos maiores têm dificuldade em manter todos os membros envolvidos o tempo todo.
c) Grupos designados pelo professor, normalmente, funcionam melhor que os que se formam por si mesmos.
d) Em um grupo de trabalho há níveis diferentes de habilidades, formação, experiência.
e) Cada participante fortalece o grupo e cada membro do grupo é responsável não apenas por dar força, mas também por ajudar os outros a entender a fonte de suas forças.
f) O membro do grupo que não se sentir confortável com a maioria, deverá ser encorajado e fortalecido a fim de dar sua contribuição.
g) A aprendizagem é influenciada positivamente com a diversidade de perspectivas e experiências.
h) Com o trabalho de grupo aumenta-se as possibilidades para a resolução de problemas.
i) Cada componente deve comprometer-se com os objetivos estabelecidos pelo grupo.
j) Avaliações deverão ser feitas para se verificar quem realmente está contribuindo em benéfico de todos.
l) O grupo tem o direito de excluir um membro que não coopera e não participa; isto é, depois de tomadas todas as medidas a fim de que a situação se reverta. (O aluno excluído terá de encontrar outro grupo que o aceite.)
m) Qualquer aluno tem o direito de sair do grupo, caso perceba que está fazendo a maior parte do trabalho com pouca ou nenhuma ajuda dos outros (esse aluno, facilmente encontrará um outro grupo que acolha suas contribuições).
n) Algumas responsabilidades operacionais são compartilhadas, definidas e concordadas pelos membros de um grupo. Por exemplo:

- Todo o grupo deve comprometer-se em participar, preparar e chegar na hora para as reuniões;
- As discussões devem ser focadas nos temas, evitando críticas pessoais;
- Ter responsabilidade para a divisão de tarefas e realizá-las a contento


Texto extraído do livro “Ensino Participativo na Escola Dominical: uma nova perspectiva para a docência cristã, CPAD, Marcos Tuler.

terça-feira, 4 de novembro de 2008




TROCANDO DARWIN POR DEUS

A teoria da evolução das espécies, de Charles Darwin, foi retirada do currículo das escolas de Kansas dos EUA. A iniciativa foi tomada por dez membros da comissão estadual de educação, que defendem a origem do homem e do cosmo nos moldes bíblicos descrita em Gênesis. Eles aproveitaram também para reduzir o espaço dado à teoria de Big Bang, segundo a qual o Universo surgiu há 15 milhões de anos. De fato, 40% dos americanos - e um em cada quatro universitários - acreditam que Deus criou a Terra, as plantas, os animais e Adão à sua imagem e senelhança, e fez tudo isso há menos de dez mil anos. A decisão, entretanto, não proíbe os professores de ciências de ensinar a teoria do evolucionismo, a qual afirma que nossa espécie é só uma entre 30 milhões de outras, todas descendentes do primeiro organismo que surgiu há quatro milhões de anos.
A educação oficial, ministrada na rede de ensino, pública e particular, é totalmente influenciada pelo materialismo e pelo ateísmo. É nas escolas, onde se encontra o maior perigo para a formação espiritual e moral dos adolescentes e jovens cristãos. Se não estudarem numa escola de formação cristã, que inclua, em seu currículo, princípios cristãos, eles estarão, sem dúvida, expostos a toda a sorte de ensinos materialistas, desde a “teoria da evolução” até a afirmação de que os ensinos cristãos não passam de fábulas, lendas, e idéias retrógradas de fanáticos religiosos, fundamentalistas. Precisamos reagir diante desta situação! Temos de reforçar a doutrina bíblica criacionista em nossas escolas dominicais e em todos os espaços educativos da Igreja.

Pr. Marcos Tuler

quinta-feira, 9 de outubro de 2008




VENÇA O ÚLTIMO INIMIGO!

Alexandre o Grande, rei da Macedônia, o maior conquistador de todos os tempos, após conduzir seus exércitos vitoriosos da Grécia às fronteiras da China, morreu devido aos excessos da bebida. A respeito dele, escreveu Sêneca: “Aqui está este herói, invencível nas lutas e nas suas marchas prodigiosas, nos perigosos cercos e combates, agora vencido pelo cálice fatal do álcool.”
Quantos heróis desconhecidos vivenciam a mesma experiência: crianças, adolescentes, jovens, homens e mulheres, inteligentes, ativos, desbravadores, verdadeiros guerreiros, têm tombado ante a sutil artimanha dos vícios e das drogas. Inimigos ferrenhos e cruéis que não diferenciam o pobre do rico, o culto do analfabeto, o descrente do religioso. Todos caem combalidos diante da afiada espada do primeiro gole, primeiro trago ou primeira “cheirada”.
O curioso é que nessa batalha infinitamente injusta, o herói se entrega doce e passivamente ao seu adversário. Pior, não o procura para combatê-lo e sim para, como dependente da derrota, entregar-se sem reservas.
Todas as drogas agem no sistema nervoso central, exercem uma ação na percepção dos indivíduos, fazendo com que se habituem a esses efeitos e acabem aumentando a dose de ingestão provocando a chamada tolerância, que faz o indivíduo buscar doses cada vez mais fortes para obter o mesmo efeito. A dependência química foi considerada até pouco tempo como falha de caráter. Hoje, tratamentos modernos dispensam até o uso da palavra “vício”, indicando fraqueza, porque avanços na área apontam cada vez mais para o perfil de uma doença crônica. É a dependência masoquista de ser derrotado pelo exército inimigo.
A procura pelas drogas, quase sempre, é motivada por três razões: primeira, mera curiosidade (será que o adversário é realmente forte?); segunda, busca de insólito prazer (talvez não seja tão forte, a hora que eu quiser resisto e saboreio a vitória); terceiro, alívio de irresistível dor na alma provocada por sentimento de alguma perda ou impossibilidades diante da vida (fui alvejado, preciso me convalescer, mais tarde tentarei de novo). O relutante herói, acostumado às mais brilhantes vitórias nos combates da vida, resiste até ser atingido pelo golpe fatal. A dose mais forte. A derrota diante do último inimigo.
Você não precisa cair ante a última “tropa” como aconteceu com Alexandre o Grande. Entregue sua vida a Jesus, confie inteiramente nEle. Ele é o Senhor dos Exércitos, o General dos generais, que nunca perdeu uma batalha. Dele é a guerra e a Ele pertence a vitória.
“Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?
Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei.
Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Co 15.55).
Levanta-te agora mesmo! Ergue-te! Não te deixes sucumbir. Não te deixes vencer pelos esquadrões dos vícios e das drogas. Jesus te ama e te espera de braços abertos para coroar-te e integrar-te às fileiras do seu majestoso Reino.

Por: Marcos Tuler

domingo, 28 de setembro de 2008








Pastor Marcos Tuler como preletor em diversos seminários em Lima e huánuco - Peru

"Reingeniería educativa en la Igresia de Hoy"
01 y 02 de setiembre 2008
Las Asambleas de Dios del Perú
Región Eclesiástica de Lima
Seminario de actualización ministerial

quinta-feira, 25 de setembro de 2008




Na primeira série do ensino médio tive um professor de física que nos surpreendia todas as vezes que entrava na sala de aula. Certo dia, ele quase derrubou a porta ao entrar na sala com uma cadeira empunhada para cima. Teve ele de usar muita força para mantê-la suspensa por determinado tempo. Mais tarde, ele nos perguntou se algum de nós poderia fazer aquilo. Era realmente uma grande proeza! Nosso mestre tinha uma incrível força nas mãos. Ninguém se atreveria repetir aquela façanha. Todavia, o que ele queria mesmo era aproveitar nosso patético silêncio para relacionar a força empreendida na elevação da cadeira, em determinado ângulo, com os postulados e leis da física. Como fazia sentido tudo o que ouvíamos e assistíamos!

Aprendi com minha filha, quando recém-nascida, que uma criança nunca chora á toa. Se ela está chorando é porque algo lhe causa sofrimento. Ela pode estar com fome, sede, frio, desconfortável ou sentindo dor. Esse aprendizado teve tanto significado para mim que até hoje procuro compreender o sentido do “choro silencioso” das crianças, que sofrem sem poder se expressarem. Umas são carentes, outras muito pobres, e ainda outras, portadoras de necessidades especiais. Estou cada vez mais convicto da falta que faz a sensibilidade de saber ouvi-las.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008



O programa "Sala de Professores", apresentado pelo pastor Marcos Tuler, tem por objetivo auxiliar os professores de Escola Dominical de todas as faixas etárias em sua prática docente. É composto dos seguintes Blocos: "Suplemento Pedagógico" (Marcos Tuler), "Com a palavra o professor" (Marcos Tuler e público),"Reportagem" (Eveline Ventura), "Auxílios Didáticos" (Esdras Bento, Telma Bueno, Miriam Reich e Vera Garcez)e "Conselho de Classe" (Marcos Tuler e um educador convidado).


Pastor Marcos Tuler com sua equipe de Educação cristã em uma das gravações do programa "Sala de Professores", que vai ao ar pela Rede AD Brasil todas as segundas (22:00), quartas (17:00) e sábados (14:00). www.cpad.com.br/cpad/radioweb. Ouçam e façam suas críticas e sugestões.

Pr. Marcos Tuler

quinta-feira, 3 de julho de 2008



OS PERIGOS DOS NOVOS LIVROS DIDÁTICOS ADOTADOS PELO GOVERNO

Por: Marcos Tuler

O livro didático, também conhecido como compêndio ou livro de texto, é o principal conteúdo de ensino de uma determinada disciplina ou unidade de instrução. Ele é considerado o material pedagógico mais tradicional e o mais utilizado em todos os tipos de escola.
O texto de um livro didático tem o objetivo de sintetizar um assunto dentro de determinada área do conhecimento, adaptando-se sempre ao nível de compreensão dos alunos que vão utilizá-lo.
A despeito de o governo preocupar-se com a qualidade material desse tipo de livro, a relevância de seu conteúdo e a adequação de sua linguagem, muitos professores e técnicos da educação o criticam severamente sob vários aspectos. Há, por exemplo, os que afirmam ser ele capaz de aprisionar alunos e professores, estimulando-os ao conformismo, à ausência da imaginação e da reflexão. Esses críticos costumam também apontar certas distorções de textos em relação à realidade dos alunos e aos preconceitos que veiculam. Além disso, há falta de qualidade pedagógica intrínseca, porque o conhecimento muitas vezes é apresentado de forma compartimentalizada. Em suma, afirmam que “os livros didáticos são vazios de informação e reprodutores de uma prática autoritária, que induzem apenas à memorização, servindo mais aos interesses políticos e comerciais do que aos objetivos didático-educacionais (vide recente e famigerada distribuição do livro de História Projeto Araribá para o Ensino Fundamental – acusado de propaganda esquerdista).
Apesar de considerar a maior parte dessas críticas reais e pertinenstes, o que mais me preocupa são os conteúdos nitidamente aversos às questões éticas e morais esposadas na Bíblia Sagrada. Nós, educadores cristãos, devemos estar atentos! Não podemos transigir com absolutamente nada que não coadune com a Palavra de Deus. Devemos expor, explicar e proclamar com coragem todo o decreto divino.
Ao longo das páginas de muitos livros didáticos, especialmente os de história, geografia e ciências, deparamo-nos com uma gama de filosofias e ideologias que ferem frontalmente a Palavra de Deus. Há autores que se aproveitam da generalidade dos temas transversais dos Parâmetros Curriculares Nacionais, para se posicionam abertamente a favor do sexo livre e do homossexualismo masculino e feminino, com a falsa intenção de oferecer “orientação sexual” aos alunos, em nome da inocente “pluralidade cultural”.
O homossexualismo é visto por esses autores como um comportamento normal, e muitos acreditam e ensinam que as pessoas podem nascer com determinada preferência sexual que não corresponda às suas funções anatômicas. Rejeitemos terminantemente isso! Rm 1.27; 1 Co 6.10,11; Mt 19.4,5.
Outro grande desafio para os educadores cristãos são as sutis e nefastas influências filosóficas tais como:
a) Egocentrismo. Há textos que pressionam os jovens a assimilarem a filosofia do “eu”. É a cultura do egoísmo e da soberba condenada pela Palavra de Deus (1 Pe 5.5,6).
b) Imediatismo. Crianças, adolescentes e jovens são pressionados a viver para o agora. O passado não interessa e o futuro é incerto. Ele não consegue entender as palavras “não” e “espere”.
c) Hedonismo. “Se algo dá prazer, então faça”. Crianças e adolescentes tendem a ser controlados mais por sentimentos do que por regras; eles são condicionados a dar valor às regras somente através das experiências.
d) Relativismo. O jovem é tentado a viver como se não houvesse valores absolutos. Tudo é relativo.
e) Utilitarismo. “Devemos fazer o máximo de bem para o maior número de pessoas”. “Se eu estiver fazendo o bem, é o que importa” “Se for uma causa nobre...” A máxima do utilitarismo é: “Os fins justificam os meios”.
f) Existencialismo. “O princípio central da vida é o da liberdade total.” “O homem deve construir sua própria existência.” Este modo de pensar dá uma forte ênfase a uma ética individual e a cada um fazer o que lhe parecer bem.
Além dessas filosofias, há também a promoção da falsa ciência tida como verdadeira. É o caso do evolucionismo que é ensinado nas escolas como uma ciência plenamente comprovada.
Outro desafio tão grave para os educadores cristãos quanto o anterior é a instabilidade na família incentivada pelos livros escolares. Precisamos estar alertas quanto às histórias contadas às crianças a título de ilustração.
Antes, o pai era o provedor, a mãe cuidava da casa e dos filhos. Hoje, a família pode ser formada por pai ou mãe solteiros com um ou mais filhos; pelo casal homossexual com ou sem filhos; pela mulher provedora do lar, com um filho e um marido dono de casa. O que se diz nos livros é que essas coisas são normais e que o mundo está em mutação.

Nós, educadores cristão, devemos nos preocupar com as más influências dos livros e da escola, principalmente, no que concerne à formação do caráter e a espiritualidade dos nossos jovens. Uma vez que eles passam de 4 a 8 horas por dia, seis dias na semana, na escola secular, o que fazer com o restrito período de estudos aos domingos na Escola Dominical? Este problema deve ser considerado em todos os planos de trabalho com adolescentes e jovens na igreja.

Marcos Tuler é pastor, pedagogo, escritor e chefe do setor de Educação Cristã.

e-mail: marcos.tuler@cpad.com.br

quarta-feira, 2 de julho de 2008






A 13ª Conferência de Escola Dominical em Ribeirão Preto/SP foi uma bênção em todos os sentidos. Cerca de seicentos professores de várias cidades de São Paulo e de outras regiões do país compareceram ao evento levando consigo muito contéudo, experiências e saudades. Pr. Marcos Tuler ministrou a plenária "Despertando o educador no professor de Escola Dominical" e os seminários "Uma visão cristã dos quatro pilares da educação " e O papel da comunicação na formação dos professores de ED".
Na ocasião a CPAD, na pessoa do seu diretor executivo Dr. Ronaldo Rodrigues de Souza, aproveitou o momento especial para lançar sua mais recente obra de referência "COMENTÁRIO MATTHEW HENRY (Novo Testamento em dois volumes). Não perca esta oportunidade. Aquira-o imediatamente.

Pr. Marcos Tuler

sexta-feira, 27 de junho de 2008





Mais aprendizagens significativas

No ensino médio, até o segundo ano, tive algumas dificuldades com a matemática. No terceiro, tive a felicidade de ser aluno de um professor admirável, chamado João Batista. O que o diferenciava dos demais mestres é que ele não apenas colocava as fórmulas matemáticas no quadro para serem memorizadas e aplicadas, mas nos ensinava
como estruturá-las, como montá-las. Esse procedimento didático muito nos auxiliava durante as provas. Não havia necessidade de decorarmos as fórmulas na íntegra, bastava relembrarmos o significado e a função de cada elemento da fórmula. Podíamos reestabelecê-las quando quiséssemos. As fórmulas e suas aplicações começaram a ter sentido para nós.

Leia e teça seu comentário.

Prof. Marcos Tuler

segunda-feira, 16 de junho de 2008



Fui alfabetizado com método da silabação. Este método é muito criticado porque os professores fazem os alunos decorarem letras e sílabas sem a menor relação com a realidade. Comigo não foi assim! Minha professora costumava associar letras, sílabas e palavras às histórias infantis que ela contava com muito entusiasmo. A maioria das vezes essas histórias eram inventadas naquele momento. As crianças achavam graça porque quase nunca aquelas historietas tinham um fim determinado, mas o importante é que sempre entendíamos o sentido da junção de cada letra ou conjunto de letras.

Pr. Marcos Tuler

sexta-feira, 13 de junho de 2008



APRENDIZAGENS SIGNIFICATIVAS

Aprendi com meus pais desde cedo a respeitar e valorizar as pessoas, considerando-as superiores a nós, independente de sua classe ou condição social. Meu pai sempre dizia que se desejamos ser honrados devemos primeiro honrar os outros. Devemos tratar as pessoas exatamente do modo como gostaríamos de ser tratados. Essa aprendizagem foi significativa porque pude vivenciá-la muitas vezes, a partir do modo como meus pais tratavam as pessoas que visitavam nossa casa.

Pr. Marcos Tuler

segunda-feira, 9 de junho de 2008




RELATOS DE EXPERIÊNCIAS DE APRENDIZAGENS SIGNIFICATIVAS


A partir de hoje estarei publicando algumas de minhas experiências de aprendizagens significativas. Se você quiser terei imenso prazer em divulgar suas experiências em meu Blog. Basta enviá-las para o endereço: marcos.tuler@cpad.com.br ou relatá-las em seu comentário. Participe!

Prof. Marcos Tuler



Quando iniciei o curso de Teologia tinha apenas 16 anos. Naquela época, já havia lido diversos livros sobre temas teológicos, e assistido a diversas palestras. Modéstia à parte, era um estudante dedicado, especialmente em “escatologia bíblica”, uma densa e polêmica matéria. Costumava debruçar-me horas a fio sobre volumosos tratados escatológicos.
O corpo docente da faculdade onde estudei era composto dos melhores professores do Brasil nesta área, talvez da América Latina. Dentre esses professores, havia um americano de oitenta anos, especialista em escatologia. Ele era competente e esforçado, mas a turma não lhe dava muita atenção. Certa noite, enquanto assistia a uma de suas aulas, percebi que a sala estava muito barulhenta. Foi então que decidi tecer um infeliz comentário: “Tudo o que ele está ensinando, estou cansado de saber. Eu queira aprender coisas novas sobre esse tema”. Assim que disse isso, olhei para os lados e percebi que a turma estava em absoluto silêncio. Não se ouvia o zumbido de uma mosca! Meu comentário havia ecoado nos quatro cantos da sala. Sentado na primeira fila, e de costas para o professor, não tive coragem de olhar em sua direção. Um suor gélido percorria todo o meu corpo. Quando decidi encarar o mestre de frente, deparei-me com aqueles inesquecíveis olhos azuis, fitando-me intensamente. Ele era um gentleman, por isso limitou-se à seguinte pergunta: “Você gostaria de dar aulas em meu lugar?” Aquele foi o mais longo e amargo momento da minha vida. Não falei absolutamente nada. Apenas abaixei a cabeça e fiquei quieto até o final da aula. Dias mais tarde, procurei-o e pedi-lhe perdão. Esse foi o difícil caminho que percorri para aprender uma das mais significativas lições da minha vida – a humildade. Eu imaginava que sabia mais que meu experiente mestre. Estava enganado. Minha vaidade não me permitia enxergar um milímetro além do frio conteúdo acadêmico. Que experiência incrível!

Pr. Marcos Tuler

quarta-feira, 28 de maio de 2008

SUBSÍDIO PARA LIÇÕES BÍBLICAS DA CPAD

LIÇÃO 9 – VENCENDO AS TENTAÇÕES: AGRADANDO A DEUS


I. Quando a arma do inimigo é a nossa própria natureza.

Isto é, a natureza carnal inata. A que herdamos de Adão (1 Co 15.46-49). Davi disse: “Em pecado me concebeu minha mãe” (Sl 51.5). Ler Rm 7.5.

1. Tentação: a estratégia do inimigo (Mt 4.1-11).

Vamos ver o que aconteceu na tentação de Jesus. O Mestre foi tentado sob três aspectos:

a) A concupiscência da carne.

“Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães.”

“Se” (advérbio de dúvida). Isto lembra o Éden: A serpente disse à Eva: “Certamente não morrereis”.

Tu não és o Filho de Deus? (vaidade) “...Serás como Deus”.

b) Soberba da vida.

“Se tu és o Filho de Deus lança-te daqui abaixo”.

c) Concupiscência dos olhos.

“Mostrou-lhe todos os reinos do mundo.”

Cristo respondeu-lhe imediatamente, sempre usando a Palavra de Deus: “está escrito”.
O contra ataque ao inimigo deve ocorrer de imediato. “Mas Jesus lhe respondeu... (Lc 4.8).

Jesus, o Filho de Deus...

– Não ignorou a força de Satanás.
– Não discutiu teologia com o inimigo.
– Não negociou com o príncipe deste mundo.

“Resisti ao Diabo, e ele fugirá de vós” (Tg 4.7)

O verbo resistir é um termo militar. Significa deter ou impedir o progresso do adversário. Ou seja, devemos reprimir a tentação.

Temos de deter a sua tentativa de nos destruir. Ele não pode nos atingir.

2. O processo da tentação do crente. Como ocorre (Tg 1.14,15)?

“Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência” (...) depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte” (Tg 1.14,15).

a) Atração – Vem através dos sentidos (visão, audição, olfato, paladar e tato).
b) Engodo – Engano (Isca) A pessoa é seduzida pela própria concupiscência (cobiça, apetite carnal exagerado e insaciável – faz parte da natureza adâmica).

“De onde vêm as guerras e pelejas entre vós? Porventura não vêm disto, a saber, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam? (...) cobiçais e nada tendes; matais e sois invejosos, e nada podeis alcançar; combateis e guerreais, e nada tendes, porque não pedis”. (Tg 4.1,2).

Somos enganados e tentamos nos enganar:

– Deus não quer que eu seja infeliz.
– Por que lutar contra este sentimento?
– Todo mundo está fazendo.
– Não vai passar disto.
– Sempre fiquei imaginando como seria.
– Só esta vez.
– Não é nada de mais.
– Ninguém vai saber.
– Vou conseguir livrar-me em outra vez.
– Não vai afetar ninguém, só a mim.
– Posso confessar depois, e tudo será esquecido.
– Deus vai me deter, se quiser que continue.

c) Quando a concupiscência é concebida (gerada dentro de nós), dá à luz o pecado (o pecado vem à tona na mente). (aqui a pessoa ainda pode interromper o processo)

“Revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e nada disponhais para a carne, no tocante às sua concupiscências” (Rm 13.14).

d) O pecado quando consumado gera a morte.

Jovens! Vocês não podem ser combalidos nesta batalha! Vocês são fortes e já venceram o maligno!

3. Como neutralizar a estratégia do inimigo?

a) Usando a armadura de Deus.

O crente deve defender-se das artimanhas, das ciladas, emboscadas de Satanás com a armadura de Deus (Ef 6.11).

Que são artimanhas? São ardis ou astúcias utilizadas na guerra para burlar o inimigo.

b) Quais são estas armaduras?

“As armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas” (2 Co 10.4).

O apóstolo Paulo nos apresenta em Efésios 6.13-17, cinco peças do equipamento de defesa:

1. Os lombos são defendidos com a verdade.
2. O peito (a couraça) é defendido com a justiça.
3. Os pés são calçados com o evangelho de Cristo.
4. Com a fé (escudo) se defende o rosto e as partes vitais do corpo.
5. A cabeça é defendida pelo capacete, que representa o conhecimento da salvação.

Ao tentar Jesus no deserto, Satanás concentrou-se em lançar dúvidas na sua mente: “Se tu és o Filho de Deus...”

A Bíblia diz que “o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo.”

Precisamos conhecer mais sobre a nossa salvação para não sermos surpreendidos com as armadilhas do inimigo:

“Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo.”
“Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano por homens que com astúcia enganam fraudulosamente” (Ef 4.13,14).

Paulo menciona apenas um equipamento de ataque: a Espada do Espírito, que é a Palavra de Deus.

Para vencermos a batalha contra o mal precisamos da Espada do Espírito na mão e do capacete do conhecimento da salvação na cabeça. Ou seja, precisamos manejar bem a Palavra e conhecer tudo a respeito da nossa salvação.

b) Não entrando em tentação: oração e vigilância.

Para não entrar em tentação o crente precisa vigiar e orar.

Este foi o conselho de Jesus a seus discípulos quando foi ao Getsêmani: “Orai, para que não entreis em tentação” (Lc 22.40).

Artigo de Max Lucado

“Satanás tem uma estratégia especial para você e ele somente a põe em prática quando você não está olhando. O covarde pai da mentira não ousa encará-lo de frente. Não senhor. Não espere que o chefe dos demônios o desafie para um duelo. Ele não tem integridade para pedir-lhe que se prepare e levante a guarda. Ele joga sujo.
Ele é o mestre do alçapão e autor dos momentos de fraqueza. Espreita até o momento em que você está de costas. Espera suas defesas fraquejarem. Aguarda pelo momento em que o gongo bate e você está se dirigindo para ao seu corner para descansar. Então aponta os dardos para seu ponto mais fraco e...
Na mosca! Você perde a calma, cobiça. Cai e se arrasta. Toma uma bebida, beija uma mulher. Segue a multidão. Racionaliza. Diz “sim”. Assina seu nome. Esquece-se de quem você é. Entra no quarto dela, olha pela janela, quebra sua promessa. Compra a revista, mente, deseja. Bate o pé e segue seu próprio caminho. Você nega seu Mestre.”

c) Disciplina pessoal.
“Todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível, nós porém, uma incorruptível.” (...) Pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar. Antes subjugo o meu corpo e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado” (1 Co 9.25-27).

d) Resistindo ao Diabo (1 Pe 5.8,9; Tg 5.17).

e) Buscando a santificação (Hb 12.14; 1 Pe 1.15).

f) Ocupando a mente com as coisas espirituais (1 Ts 4.3-7; Cl 3.1-10; Fp 4.8; Gl 5.19).

domingo, 20 de abril de 2008




PEDINDO À PESSOA CERTA

Por: Marcos Tuler



Ainda posso sentir o mesmo frio no estômago, que experimentei quando o Diretor chamou-me à sua sala. Quase não podia respirar: a ansiedade e o temor abraçavam-me buliçosamente. O que estaria acontecendo? Não era comum chamar-me daquele jeito, naquele tom. Tentei, num esforço desumano, lembrar-me de alguma coisa errada que, por ventura, tivesse feito nos últimos dias, ou nas últimas horas. Porém, nada me veio à lembrança. Que sensação desconfortável!
Adentrei-me naquela suntuosa sala. O Diretor despachava faustosamente pelo telefone. Sentei-me, e por alguns instantes apreciei o gélido clima que destoava dos “ares” das outras dependências.
O Diretor era um homem imponente em seus quase dois metros de altura. Tinha sorriso branco e largo; ostentava postura de quem recebera um título honorífico inglês. Pensando bem, era diretor de uma multinacional; uma grande distribuidora no ramo de papel-celulose.
O que intentaria falar-me de tão importante? Que atenção mereceria um simples funcionário? Estaria o ilustríssimo Diretor em “estado de graça”?
Antes de endireitar-me pela enésima vez na cadeira, ouvi aquela voz vigorosa e desafiadora, que caracteriza os empreendedores: “Como vai Sr. Marcos? O dia está maravilhoso, não acha?” Depois de uma pequena pausa, meneei a cabeça concordando. Na verdade esperava que ele fosse direto ao assunto; o que não aconteceu. Então tomei coragem e perguntei-lhe: “Em que posso ajudá-lo Sr. Alfredo?" "Por qual razão chamou-me?" Ao que me respondeu enfaticamente: “Quero apenas dar-te um conselho.” Continuou. “Soube que o Sr. passa por dificuldades financeiras e, devido a isto, tem pedido dinheiro emprestado a várias pessoas aqui na empresa." "Isto é verdade?" Indagou-me.
Nunca me esquecerei daquele momento! Tive certeza de jamais poder encará-lo novamente.
Quando ainda pensava em justificar-me, irrompeu-se decisivamente o Diretor: "Admiro-o muito como pessoa e gosto do seu trabalho, portanto, escute o meu conselho: quando tiver de pedir alguma coisa a alguém, não peça a qualquer pessoa. Peça somente a quem realmente pode e deseja ajudar-te." Prosseguiu explicando. “Quando você pede alguma coisa a várias pessoas, todos ficam sabendo do seu problema, e quase nunca podem ou desejam ajudá-lo. Ao contrário, às vezes usam o teu problema ou necessidade para ridicularizá-lo.”
Que lição maravilhosa o Espirito Santo ensinara-me naquele momento! Lembrei-me imediatamente do que diz o Senhor em sua Palavra: "...nada tendes, porque não pedis" (Tg 4.2).
Queixamo-nos tanto de nossos problemas, participamo-los a tantas pessoas, que às vezes temos a impressão de tê-los contado ao Senhor. É só impressão! Na verdade, nosso Pai celestial nunca ouviu de nossos próprios lábios um só balbucio a respeito deles.
Preferimos esmolar os mesquinhos favores humanos que pedir a quem realmente quer e pode nos dar: o
Dono da terra, do mundo, de todas as riquezas e criaturas.
Precisamos fazê-lo conhecedor de nossos anseios.
Para receber as bênçãos do Altíssimo é necessário exercitar a vontade, o querer; desejar com ardor e pedir com persistência.
A história do cego de Jericó, narrada nos Evangelhos, ilustra satisfatoriamente este ponto.
Bartimeu, quando soube que Jesus estava por perto, não hesitou um só instante, começou a bradar em alta voz: “Jesus Filho de Davi, tem misericórdia de mim.”
Ele tinha certeza que jamais teria outra chance, pois ninguém no mundo poderia solucionar seu problema. Após muita insistência, e total indiferença ao coro da desesperança, ouviu de seus próprios repreensores o sonoro convite ao “bom ânimo”. Era o fim da sua desgraça, afinal, o Mestre divino o chamava. Não precisava mais gritar.
Lançando de si todo o impedimento, colocou-se inteiramente a disposição do dono da vida.
A partir daquele momento, Jesus faria a pergunta mais lógica de toda a Bíblia: “Que queres que te faça?”
Ora, o homem era cego!
Era necessário que o filho de Timeu manifestasse naquele momento todo o desejo do seu coração: "Mestre, que eu tenha vista".
Deus tem sempre a melhor das intenções a nosso respeito. Sua vontade é sempre nos abençoar; Ele faz o bem que esperamos sem nos lançar em rosto e não aceita recompensa: “Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais” (Jr 29.11).
Ele é Pai, e doador de todas as bênçãos. Jamais nos despedirá de mãos vazias. Devemos confiar-Lhe toda a nossa vida.
“E qual de entre vós, é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra? E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem” (Mt 7.9-11).


Marcos Tuler é pastor, pedagogo, escritor e chefe do Setor de Educação Cristã da CPAD.

sábado, 8 de março de 2008



JEQUITIBÁS OU EUCALIPTOS ?
IDENTIFICANDO O AUTÊNTICO EDUCADOR CRISTÃO

Por: Marcos Tuler

Certamente você já ouviu esta celebre frase: “Educação não é profissão, é vocação.” O que quer dizer isto? Educar não é somente professar, instruir, ensinar? Absolutamente não! A nobre tarefa de educar vai além das raias da informação ou simples instrução. Educar tem a ver com transmissão; assimilação de valores culturais, sociais e espirituais. Quem exerce apenas tecnicamente a função de ensinar não tem consciência de sua missão educativa, formadora de pessoas e de “mundos”. Se educar não é sinônimo de ensinar, nos vemos no dever de refletir: Quem ensina? E quem realmente educa? Em que categoria e sentido as funções do professor diferem das do educador?

Professores são como eucaliptos

O educador não deve ser considerado um simples professor, na acepção daquele que apenas ensina uma ciência, técnica ou disciplina. Educadores e professores possuem função e natureza distintas. Eles não são forjados no mesmo forno. E se de fato não são de mesma natureza, de onde vem o educador? Qual a sua procedência? Tem ele o direito de existir? Como pode ser constituído? “Não se trata de formar o educador, como se ele não existisse”, diz o professor Rubens Alves. “Como se houvesse escolas capazes de gerá-lo ou programas que pudessem trazê-lo à luz. Eucaliptos não se transformarão em jequitibás, a menos que em cada eucalipto haja um jequitibá adormecido: os eucaliptos são árvores majestosas, bonitas, porém absolutamente idênticas umas às outras, que podem ser substituídas com rapidez sem problemas. Ficam todas enfileiradas em permanente posição de sentido, preparadas para o corte e o lucro”.

Educadores são como jequitibás

Prossegue o mestre Alves, “os eucaliptos são símbolos dos professores, que vivem no mundo da organização, das instituições e das finanças. Os eucaliptos crescem depressa para substituírem as velhas árvores seculares que ninguém viu nascer e nem plantou. Aquelas árvores misteriosas que produzem sombras não penetradas, desconhecidas, onde reside o silêncio nos lugares não visitados. Tais árvores possuem até personalidade como dizem os antigos”. Os educadores são como árvores velhas, como jequitibás, possuem um nome, uma face, uma história. Educador não pode ser confundido com professor. Da mesma forma que jequitibás e eucaliptos não são as mesmas árvores, não fornecem a mesma madeira.

Como identificar os autênticos educadores cristãos

Há diferença entre professores e educadores no que se refere a práxis do ensino cristão? Como podemos distingui-los, identificá-los? É suficiente dominar métodos, procedimentos e técnicas didáticas ou ser um expert em comunicação? Óbvio que não!
Este tema, romanticamente discutido e refletido no âmbito da educação secular, assume maior importância e dimensão no da educação cristã. Nenhum educador cristão deve fracassar diante da tentação de apenas manter seus alunos informados a respeito da Bíblia e da vontade de Deus. Antes deve torná-los, através da influência do próprio exemplo, praticantes da Palavra e perseguidores da vontade divina.

Educadores têm convicção de sua chamada

Com o intuito de edificar e aperfeiçoar sua Igreja, Cristo concedeu vários dons aos homens e, dentre eles, o de mestre: “E ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres, tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos para a obra do ministério, para a edificação do corpo de Cristo” (Ef 4.11,12). Segundo o comentário da Bíblia de Estudo Pentecostal, “mestres são aqueles que recebem de Deus um dom especial para esclarecer, expor e proclamar a Palavra de Deus”. Isto significa que, além da vocação e das aptidões naturais para o magistério, o ensinador cristão precisa ter convicção plena de sua chamada específica para o ministério de ensino cristão.

Educadores são dedicados ao ministério de ensino

Muitos são freqüentemente colocados à frente de uma classe por seus líderes, mas não receberam de Deus a confirmação de sua chamada. Não sabem realmente porque foram colocados naquela função. Como identificar os professores genuinamente chamados para serem educadores? Os chamados, enquanto ensinam, sentem seus corações inflamarem pela atuação poderosa do Espírito Santo. Eles amam intensamente sua missão. Têm dedicação em sua prática docente: “...se é ensinar, haja esmero ao ensino” (Rm 12.7b). E o que significa esmero? Esmero significa integralidade de tempo no ministério de ensino, ou seja, estar com a mente, o coração e a vida totalmente voltados para esse mister. Ser ensinador cristão é diferente de ocupar o cargo de professor. Envolve chamada específica e capacitação divina.

Educadores mantêm comunhão real com Cristo

Outra característica que diferencia o educador cristão de um simples técnico de ensino, é que o primeiro, mantém um relacionamento real com o Senhor Jesus. Em outras palavras, significa que Cristo é, em primeiro lugar, seu salvador pessoal, salvou-o de todo o pecado e é também Senhor e dono da sua vida. Há professores que não têm certeza da própria salvação, como poderão ensinar Soteriologia? Outros não oram, não lêem a Bíblia e não têm vida devocional. São técnicos! No magistério cristão, de nada adianta ensinar o que não sente e não vive. O educador nunca ensinar aquilo que não está disposto a obedecer.

Educadores seguem o exemplo de Cristo

A melhor maneira de unirmos as funções de professor e educador é seguirmos o exemplo de Jesus. Ele foi, em seu ministério terreno, o maior professor e pedagogo de todos os tempos; usou todos os métodos didáticos disponíveis para ensinar: costumava, por exemplo, fazer perguntas para induzir a audiência a dar a resposta correta que Ele buscava; fazia indagações indiretas exigindo que seus discípulos comparassem, examinassem, relembrassem e avaliassem todos os conteúdos; exemplificava com parábolas, contava histórias e usava vários métodos criativos. Conforme declarou LeBar, citado por Howard Hendricks no Manual de Ensino, CPAD, “Jesus Cristo era o Mestre por excelência, porque ele mesmo encarnava perfeitamente a verdade. [...] Ele entendia perfeitamente seus discípulos, e usava métodos perfeitos para mudar as pessoas individualmente e sabia como era a natureza humana e o que havia genericamente no homem (Jo 2.24,25).”
Jesus ensinava complexidades usando a linguagem simples das coisas do dia-a-dia. Sua linguagem sempre era tangível à experiência das pessoas – emprego, problemas pessoais, costumes, vida familiar, natureza, conceitos religiosos etc. Seus instrumentos pedagógicos eram os campos, as montanhas, os pássaros, as tempestades, as ovelhas. Em suma, qualquer coisa que estivesse ao seu alcance Ele usava como ferramenta de ensino.

Educadores nunca cessam de aprender
Um autêntico educador, ao contrário de certos professores que se sentem “donos do saber”, são humildes e estão sempre com disposição para aprender. Ele não se esquece que o homem é um ser educável e nunca se cansa de aprender. Aprendemos com os livros, com nossos alunos, com as crianças, com os idosos, com os iletrados, enfim, aprendemos enquanto ensinamos.
Não há melhor maneira de aprender do que tentar ensinar outra pessoa. O professor-educador deve estar atento a qualquer oportunidade de aprender. Quando não souber uma resposta, é melhor ser honesto e dizer que não sabe. A ausência do orgulho diante da realidade de “não saber”, facilita e promove a aprendizagem.

Educadores exercem liderança positiva

Liderança positiva é outra peça-chave na constituição dos educadores cristãos autênticos. Tendo consciência ou não, quem ensina sempre exerce liderança sobre quem aprende. Essa liderança, será positiva ou negativa, em função da postura espiritual assumida pelo educador. Os ensinamentos, conceitos, princípios e conselhos ministrados aos seus alunos, dificilmente deixarão de influenciá-los. De que modo pode o professor evidenciar liderança positiva? Eis algumas dicas:
a) Apoiando o pastor de sua igreja;
b) Dando assistência aos cultos;
c) Participando efetivamente no sustento financeiro da obra de Deus (dízimos e ofertas);
d) Integrando-se à igreja: presença e atividades nos cultos;
e) Mantendo-se distante dos “ventos de doutrinas”;
f) Sendo eticamente correto;
g) Vivendo o que ensina (personificar a lição);
h) Tendo um lar cristão exemplar;
i) Apoiando a missão e a visão da igreja local;
j) Não usando a sala de aula para promover revoltas e dissoluções.
l) Colocando como alvo o nascimento de uma nova classe a cada ano.
m) Colocando como alvo a geração de novos professores a cada ano.
Como nos referimos em tópico anterior, o ministério de ensino exige dedicação integral do professor: “E todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar, e de pregar Jesus Cristo” (At 5.42). Cabe aos educadores cristãos a responsabilidade de instruir, guiar e orientar o caminho de outros servos de Deus. O professor que não se limita a dar instruções, precisa ser cada vez mais consciente de sua tarefa, não no sentido de mera assistência, mas em suas atitudes e atos em relação à obra de Deus e a Cristo. O resultado desta missão será energicamente cobrado. Chegará o dia em que cada obreiro do ensino dará contas de si mesmo a Deus: “...cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus” (Rm 14.12).

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Pastor Marcos Tuler lecionando na cidade de Quito, no Equador, para cerca de 600 professores de Escola Dominical

Você prega, Deus realiza. Desça do púlpito vitorioso!


Por: Marcos Tuler

Dirigi-me à empresa na certeza de que teria mais uma produtiva e abençoada jornada de trabalho. Antes de chegar à minha sala, avistei um amigo, funcionário da gerência de jornalismo. Ao perceber que ele também havia me visto, detive-me por alguns instantes no corredor de acesso às demais gerências no intuito de cumprimentá-lo. (Permitam-me, por questões éticas, não lhe declinar o nome.)
Antes que eu pronunciasse a primeira palavra, o insigne jornalista desarticulou-me, e pôs-se a falar de modo esfuziante: “Irmão Marcos, preciso contar-lhe uma experiência que tive com Deus!” “Lembra-se do dia que o senhor pregou sobre o amor ao próximo?” “Sim, respondi interessado.” “Pois então, sábado pela manhã, o Espírito Santo me fez lembrar daquela mensagem.” Pôs-se a contar didaticamente seu piedoso testemunho.
“Deus decidira, por bondade e misericórdia, agraciar-nos com a bênção da casa própria. Nossa nova residência, embora sem pompas e aparatos, preenchera confortavelmente nossa modesta expectativa de moradia. O Senhor atendera graciosamente nossas orações!”
“Eu e minha esposa ficamos tão felizes com a nova aquisição que mal podíamos esperar o dia da mudança. Afinal, além de nos livrarmos das despesas do aluguel, passamos a morar definitivamente no que é nosso: aquele apartamento representa o fruto dos nossos esforços.”
“Enfim, chegou o esperado dia da mudança. Havia chovido a semana inteira e provavelmente continuaria no sábado. Oramos insistentemente ao Senhor pedindo que não chovesse pelo menos em nossa cidade, pois o carro que havíamos conseguido para o transporte dos móveis era uma pick-up de carroceria aberta, e em função disso, temíamos que nossos pertences fossem avariados pela chuva.”
“O dia avançava veloz. Continuamos orando fervorosamente, mas parecia não adiantar! A chuva caia insistente e copiosamente na contramão de nossos anseios e petições.”
“Depois de certo tempo, quando a angústia e o desânimo parecia descontrolar-nos (enfatizou o jornalista fitando-me nos olhos), o Espírito Santo fez-me lembrar de parte da mensagem em que o senhor dizia que devemos querer para o próximo todo bem que desejamos para nós mesmos. A palavra de Deus citada pelo irmão naquela ocasião, ainda ecoava doce e sonoramente em meus ouvidos: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mc 12.30). “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós. E nós devemos dar a nossa vida pelos irmãos (1 Jo 3.16).
Naquele instante, parecia ouvi-lo nitidamente repetir: ‘se desejamos uma boa escola para os nossos filhos devemos esperar que os filhos dos nossos irmãos e vizinhos também consigam uma boa escola.’ ‘Se almejamos uma boa casa ou um carro do último tipo, também devemos desejar essas coisas para o nosso próximo.’
Quando estas lembranças me vieram à mente, pude compreender que estávamos orando de forma errada. Imediatamente mudamos nossa oração e começamos pedir a Deus que ajudasse as outras pessoas que porventura estivessem passando pelo mesmo problema que nós, ou quem sabe, até pior, em razão da chuva ou da falta dela. De repente percebi que estava orando cada vez mais intensamente por aquelas possíveis pessoas. Tão intensamente, que esqueci-me do meu próprio problema. Foi quando minha esposa me disse: ‘Filho, a chuva já passou!’
Daquele momento em diante não choveu mais uma gota!
É possível que meu leitor ainda não esteja entendendo o motivo pelo qual estou narrando este testemunho. Quando comecei escrever este artigo intentava discorrer sobre o tema “amor ao próximo”, porém, em dado momento, o Espirito Santo direcionou-me ao grande dilema de boa parte dos pregadores: estar ou não sendo usado por Deus no momento da entrega da mensagem.
Confesso que quando desci do púlpito na ocasião em que preguei sobre o amor ao próximo, não tinha idéia de como essa mensagem surtiria efeito nas pessoas que me ouviam.
O fato é que, quase nunca prevemos o alcance ou avaliamos os efeitos de nossas mensagens sobre os ouvintes. Às vezes nos empolgamos quando nossas prédicas, carregadas com as pompas da retórica, arrebatam do auditório calorosos elogios e congratulações. Entretanto, quando nos falta o aparente brilho, desejamos que o chão se abra e sorva celeremente nossa vergonha e decepção. Por que nos ocorre esta desagradável experiência? Por que agimos assim? Infelizmente, mesmo sem nos dar conta, ao descermos do púlpito, costumamos ajuizar as operações de Deus pelo que é aparente, ou seja, pelas visíveis reações e manifestações da audiência. Esquecemo-nos que Deus trabalha e realiza como e quando quer, independente das nossas medíocres expectativas.
É aí que, no final de cada mensagem, conjecturamos: Será que hoje Deus me usou como instrumento de sua operação? Será que o Todo-Poderoso tocou em alguém profundamente por intermédio da minha pregação? Seu poder transformador emanou através de mim sem que eu percebesse?
Nossa missão é pregar. Não temos compromisso com os resultados. Os santos oráculos emanam do Eterno; Ele mesmo encarregar-se-á de torná-los realidade na execução da sua vontade. A Palavra pregada legitimamente independe da nossa frágil competência. Ninguém impedirá seu curso: como um manancial de águas inexaurível, ela fluirá caudalosamente, rumo ao cumprimento do arbítrio e desígnio do Altíssimo: “Assim será a palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a enviei” (Is 55.11).

Contato para convites: (21) 2406-7345 e 9991-9952 ou marcos.tuler@cpad.com.br

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

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O CURRÍCULO COMO MARCO TEÓRICO DAS DOUTRINAS FUNDAMENTAIS DA BÍBLIA

Por: Marcos Tuler


I. O QUE É UM CURRÍCULO?

É a soma dos resultados da aprendizagem planejada e alcançada por uma instituição de ensino. É um modo de organizar as práticas educativas. Pode-se também dizer que o currículo é a síntese dos conhecimentos e valores que caracterizam um processo social expresso pelo trabalho pedagógico desenvolvido no ambiente escolar.
Na prática, o currículo é um grupo de assuntos que constitui um curso de estudos, planejado e adaptado às idades e necessidades dos alunos. Enfim, é um meio educacional para atingir os objetivos de ensino.

1. Como se forma um currículo?

Todo currículo escolar é formado a partir de uma filosofia. Que tipo de aluno se quer formar? Para que finalidade? Com quais objetivos? Definida a filosofia, é a vez da seleção dos conteúdos necessários à formação desse aluno desejado.

2. Qual a necessidade de um currículo?

Os conteúdos e as práticas educativas são organizados a partir do currículo. Sem o apoio de um currículo previamente organizado, tendemos a perda de tempo, de propósito e ineficácia. Ficamos à mercê das entediantes rotina e improvisação.

II. O QUE É MATRIZ CURRICULAR?

A expressão “matriz curricular” aponta para o conceito de currículo que vai além de simples listagem de conteúdos. Nos trás a perspectiva de um currículo não-linear, construído a partir dos seguintes princípios:

1. O currículo deve ensejar a prática da interdisciplinaridade. É preciso desenvolver um trabalho que articule os conteúdos das diversas áreas de estudo em torno de questões centrais.
2. O currículo de ter a pesquisa como princípio cognitivo e instrumentalizado do trabalho docente.
3. O currículo deve promover a indissociabilidade entre teoria e prática.

A matriz curricular é composta de conteúdos (matérias ou disciplinas) e carga horária (semanal e anual).
Os componentes curriculares (conteúdos) da Escola Dominical são: Teologia Bíblica, Bibliologia, Antigo Testamento, Novo Testamento, Eclesiologia, Escatologia etc.

III. O QUE É MARCO TEÓRICO?

O marco teórico corresponde à base científica, teórica, bibliográfica do trabalho educativo. São referências que se faz às obras de autores consagrados no meio educacional.
O marco teórico do curso bíblico ministrado na Escola Dominical encontra-se nas doutrinas fundamentais da Bíblia.

Um currículo inclui desde os aspectos básicos que envolvem os fundamentos filosóficos e sociopolíticos da educação até os marcos teóricos e referenciais técnicos e tecnológicos que a concretizam na sala de aula.

IV. O QUE É UM CURRÍCULO DE ESCOLA DOMINICAL?

Conjunto de dados relativos à aprendizagem bíblico-cristã, organizados para orientar as atividades da Escola Dominical, as formas de executa-las e suas finalidades. A concepção de currículo neste particular inclui desde os aspectos básicos que envolvem os fundamentos doutrinários e teológicos da educação cristã até os marcos teóricos e referenciais técnicos que a concretizam na sala de aula.

1. Suas principais características.

a) Filosofia própria.

Ninguém ensina em ambiente neutro. Por isso, todo currículo tem uma filosofia; uma ideologia. Há sempre uma abordagem específica para o ensino, que reflete um conjunto de suposições e pressuposições sobre a natureza e o propósito da educação.
A educação cristã, por exemplo, firma-se em uma concepção bíblica da realidade, da verdade, e da moralidade, como base para seu conteúdo curricular e prática educativa.
Na verdade, a Educação Cristã não se baseia propriamente em uma filosofia, mas em uma teologia centrada na Bíblia.

b) Abrangência.

Reúne diversas matérias, atividades, vivências, recursos, formas de avaliação etc. Uma única matéria não pode ser chamada de currículo. Um determinado livro-texto ou revista de Escola Dominical não constituem um currículo. Há um sentido de progressividade e completude em relação às faixas etárias.

c) Harmonia e unidade.

As matérias reunidas deverão ser ideologicamente orientadas. Todo currículo deve ter o sentido interdisciplinar. As matérias devem estar interligadas entre si. As matérias deverão visar à formação integral do aluno. Que tipo de aluno queremos formar?

d) Encadeamento lógico.

Há uma seqüência lógica, ou seja, os temas são encadeados entre si, e não entrecortados.

e) Flexibilidade.

Há a possibilidade de o professor reescrever o conteúdo curricular, adaptando-o à realidade, necessidades e expectativas de seu público-alvo.
Nenhum currículo é perfeito. Mas isso não significa que seja preciso mudar os fundamentos filosóficos e pedagógicos do currículo, ou mesmo substituí-lo. O professor poderá readaptá-lo e torná-lo plenamente aplicável à sua classe.

2. Como funciona um currículo de ED.

Para cada fase de estudos há uma quantidade de informação (conteúdos didáticos) adequada à capacidade de assimilação e aproveitamento por parte dos alunos. Os conteúdos são dosados criteriosamente, de modo que ao atingirem a idade adulta, os alunos concluam o curso bíblico elementar. O sistema funciona como numa escola secular. A partir dos primeiros meses de vida (berçário), a criança passa por todas as fases do programa, sem repetir nenhuma lição, desde que sua transferência para a classe da faixa etária seguinte seja feita corretamente, até chegar à faixa etária de jovens e adultos.

Exemplificando: Após passar pela classe do Berçário, e concluir o currículo de Maternal (3 e 4 anos), com oito revistas, o aluno recebe um certificado de conclusão, sendo transferido para a faixa etária seguinte, Jardim de Infância (4 e 5 anos), com 8 revistas. Daí em diante repete-se o processo, passando de uma faixa para a outra, até chegar a classe de adultos.

a) Quanto à duração do currículo.

Depende de seu planejamento. Um currículo bem elaborado requer o cumprimento de vários objetivos educacionais e em relação a currículos de um curso bíblico, como é o caso do da Escola Dominical, deverá abranger várias áreas do conhecimento bíblico-teológico, sempre levando em conta a capacidade de assimilação dos conteúdos de acordo com a idade dos alunos.

O currículo pode retornar para mais um ciclo de estudos de 2 ou 3 anos (2 anos para Berçário, Maternal, Jardim, Primários, Juniores, Pré-adolescentes e Adolescentes, e 3 para Juvenis). Isto acontece com currículos de todas as faixas etárias de qualquer editora que publique currículos de Escola Dominical. Quando um currículo retorna, não significa que está sendo simplesmente repetido, e sim que seu ciclo de estudos foi concluído.
Como acontece nas escolas seculares, é o aluno que passa pelo currículo. Ou seja, Em qualquer trimestre que ingresse na Escola Dominical, o aluno estudará a revista que está em curso na seqüência do currículo de sua faixa etária. Ao completar idade para ingressar na classe da faixa etária seguinte, ele recebe o Certificado de Conclusão do Curso Bíblico correspondente à faixa etária que acabou de sair.
Assim, o aluno passa por todas as revistas apropriadas para cada faixa etária, à medida que for alcançando a idade correspondente.
Na escola secular acontece o mesmo. O aluno que hoje está na 3ª série primária, estuda as mesmas matérias que seus pais estudaram há muitos anos. Isto porque a reformulação dos currículos só acontece por extrema necessidade, e após vários anos em vigor.
Se os alunos forem transferidos na ocasião correta, nenhum deles, jamais, repetirá uma só lição.

b) Quanto à utilização da revista pelo professor.

Quando o professor terminar de usar, por exemplo, a revista n.º 8 de Adolescentes (13 e 14 anos), voltará a usar a revista n.º 1, reiniciando o ciclo do curso bíblico. Esta forma de uso das revistas exige que o professor especialize-se em determinada faixa etária, para que, desta forma, tenha maior oportunidade de colecionar bom material específico e também se torne um especialista da faixa etária em que leciona na Escola Dominical.

c) Quanto à transferência de alunos.

Pode haver ingresso de novos alunos na classe em qualquer tempo do ano, independente da seqüência numérica da revista que tiver sendo usada.
A transferência de classe deverá ser feita no trimestre seguinte ao que o aluno fez aniversário. Por exemplo, se um aluno da classe dos adolescentes (13 e 14 anos) completou a idade para ingressar na classe dos juvenis (15 a 17 anos) em um dos três meses do primeiro trimestre do ano (janeiro, fevereiro e março), só deve ingressar na classe seguinte (juvenis) em abril, primeiro mês do segundo trimestre.

V. O QUE É CONTEÚDO DIDÁTICO?

São as informações contidas em determinada matéria de ensino.
Os conteúdos didáticos especificados no Currículo de Escola Dominical são disponibilizados na forma de revistas didáticas.
Todo currículo trás em seu bojo conhecimentos, habilidades, valores e atitudes que são selecionados, organizados e apresentados por meio de experiências de aprendizagem ao aluno para ajudar-lhe em seu desempenho de acordo com os objetivos visados. Por isso, nenhum professor da ED deverá limitar-se ao conteúdo de uma matéria de ensino disposta em livro ou revista didática. Antes, deve ele em sua prática docente, considerar suas próprias experiências de vida como singular fonte de material útil ao bom êxito do ensino. Os livros que o mestre lê, as pessoas com quem tem contato diariamente e cada experiência pessoal constituem excelentes materiais auxiliares na suprema tarefa de esclarecer a Palavra de Deus a seus alunos.
Apesar de o material didático especializado ser de suma importância, nunca deverá o mestre desperdiçar a oportunidade de enriquecer suas aulas com sua prática de vida.

VI. QUE SÃO REVISTAS DIDÁTICAS

As revistas didáticas equivalem aos livros de textos utilizados nas escolas seculares. Elas refletem e expõem a filosofia, a metodologia e os conteúdos didáticos orientados pelo currículo. O currículo é operacionalizado por meio das orientações contidas nas revistas didáticas. Fazem parte das revistas:

1. Componentes das Revistas Didáticas

a) Conteúdos didáticos.

Todas as informações, habilidades e práticas educativas, selecionadas, organizadas, e apontadas no currículo para serem trabalhadas com alunos em determinado período de tempo. No caso da Escola Dominical, em um trimestre.

Desenvolvimento do conteúdo principal – comentário do texto bíblico básico:

– Tamanho suficiente.
– Divisões lógicas e pertinentes com o tema central.
– Linguagem adequada à faixa etária.
– Texto adequado à realidade dos alunos das diversas regiões e níveis culturais do Brasil.
– Comentaristas com perfil profissional de acordo com as novas demandas da educação cristã.

b) Estrutura pedagógica (Seções da revista)

As revistas didáticas são divididas em várias seções. Tais seções equivalem a um plano de aula.

c) Ilustrações.

As ilustrações devem ser apropriadas à faixa etária do currículo. Ou seja, devem estar de acordo com a proposta pedagógica e capacidade de compreensão daquele grupo etário.
Devemos partir do “olhar” da criança. Como ela vê e interpreta aquela determinada figura? Consegue relacioná-la a outro momento de sua vida?
As ilustrações devem ser significativas, expressivas e relevantes.
No currículo de Escola Dominical, há um estilo de ilustração para cada faixa etária.

d) Atividades de fixação e exercícios para verificação da aprendizagem.

As atividades de fixação e exercícios de verificação propostos nos currículos infantis possuem as seguintes características:

– De acordo com a faixa etária e as modernas propostas pedagógicas.
– Variados, criativos, inventivos e desafiadores.
– Compreensíveis, claros, relevantes.
– Níveis de dificuldade adequados à capacidade de compreensão da criança.

e) Suplementos didáticos.

Pranchas de visuais para as histórias bíblicas, sugestão de cartazes para a memorização de versículos, planos de freqüência, gráficos, mapas, figuras, moldes, modelos, fantoches e outros recursos visuais. Quanto a esses recursos:

– As ilustrações deverão estar intrinsecamente ligadas ao conteúdo das lições.
– Os elementos deverão ser criativos e interessantes, de modo a despertar a atenção e a curiosidade dos alunos.
– Jamais poderão ser repetitivos e sim, complementares e enriquecedores.
– O texto deverá ser claro, simples e compreensível.

f) Projeto gráfico.

Designe (tipologia, estilo de ilustrações, cores, vinhetas e formato) mais arrojado. As ilustrações mudarão de estilo, técnica e material de desenho de acordo com a faixa etária. Exemplo:
Berçário: Infantil/Digital + Efeitos
Maternal: Infantil/Giz de Cera
Jardim: Infantil-Cartoon/Lápis de cor
Primários: Cartoon/Guache
Juniores: Cartoon-Mangá/Digital
Pré-Adolescentes: Desenho-Foto-Digital/Digital
Adolescentes: Desenho-Foto-Digital/Digital
Juvenis: Fotos

Cores mais leves, mais uniformidade, diagramação menos apertada, ilustrações mais modernas e significativas, menos elementos nas páginas internas, tipologia coerente com as faixas etárias, produção fotográfica mais aprimorada, melhor legibilidade.

VII. CARACTERÍSTICAS ESPECÍFICAS DO CURRÍCULO CPAD

1. Revitalização constante

O material ora disponível é fruto de um trabalho de constante aperfeiçoamento no currículo e revistas da edição iniciada em 1994, através do aproveitamento de várias sugestões de professores e líderes da Escola Dominical acolhidas no Setor de Educação Cristã durante os últimos anos. Acrescentando-se, também, recursos e materiais da modernidade pedagógica e tecnológica no ensino ao nosso alcance. Temos, assim, grandes vantagens a apresentar:

2. Ensino Bíblico ortodoxo

Fundamentado pela Palavra de Deus, o currículo CPAD prima pela excelência e ortodoxia doutrinária de seus conteúdos. Comprometido com a formação cristã integral da Igreja de Cristo, jamais se afasta da visão teológica genuinamente pentecostal.

3. Ensino apropriado para cada faixa etária

O sistema funciona como em uma escola secular. Os temas de estudos, subordinados ao currículo, são estabelecidos de forma cadenciada e dosada de acordo a etapa de desenvolvimento da criança. Desde os primeiros meses de vida (Berçário) a criança passa por todas as fases do programa, sem repetir nenhuma lição, até chegar à idade adulta. Deste modo, o currículo CPAD propicia aos alunos uma visão panorâmica da Bíblia Sagrada ajustada a cada faixa de idade.

4. Conteúdos didáticos atualizados

O currículo CPAD possui conteúdo didático atualizado e propostas educacionais fundamentadas nas mais modernas tendências pedagógicas.

5. Orientação pedagógica e didática

A fim de subsidiar o magistério cristão, o currículo CPAD em várias partes de seus conteúdos (revistas de cada faixa etária), sugere, indica e ensina a confecção de vários recursos didáticos, tais como: gráficos, esquemas, figuras, moldes, modelos, cartazes, fantoches, bonecos, partituras de corinhos, etc. Orienta a formulação de exercícios e diversas atividades de grupo.

6. Recursos Didáticos

Os textos, exercícios e ilustrações são produzidos de acordo com a capacidade de compreensão e assimilação de cada grupo etário.
As revistas do Mestre das classes, Maternal, Jardim de Infância, Primários e Juniores são acompanhadas a cada início de trimestre com uma Pasta de Visuais contendo 48 figuras para serem usadas durante dois trimestres. Há um estilo de desenho específico para cada faixa etária, adotando-se mais o padrão de figuras naturalistas e menos caricaturadas.

7. Recursos técnicos

- As revistas para as faixas infantis e juvenis são impressas em policromia.
- Os currículos para pré-adolescentes, adolescentes e juvenis, obedecem a uma seqüência alternada entre temas voltados para assuntos da adolescência e estudos dos livros da Bíblia. A parte visual, devido ao uso de quatro cores e fotos, não é estática e sisuda, é dinâmica e atraente, adequada à idade dos jovens.
- As revistas de aluno e mestre de jovens e adultos são impressas em duas cores.

8. Recursos das Lições Bíblicas do Mestre (LBM)

- A LBM, além de conter na íntegra o texto da revista do aluno, traz em seu bojo dez seções complementares, que são: Hinos Sugeridos, Ponto de Contato, Objetivos, Síntese Textual, Orientação Didática, Auxílios Suplementares, Glossário, Bibliografia Sugerida, Ajuda Adicional e Resposta do Questionário.

VIII. AS FAIXAS ETÁRIAS E SUAS REVISTAS

0 a 2 anos – BERÇÁRIO
Revista do Mestre (semestral)
Revista do Aluno (semestral)
(Folhas de atividades encartadas na revista do mestre)

3 e 4 anos – MATERNAL
Revista do Mestre (semestral)
Revista do Aluno (trimestral)
Pasta de Visuais – figuras das lições (semestral)

5 e 6 anos – JARDIM DE INFÂNCIA
Revista do Mestre (semestral)
Revista do Aluno (trimestral)
Pasta de Visuais – figuras das lições (semestral)

7 e 8 anos – PRIMÁRIOS
Revista do Mestre (semestral)
Revista do Aluno (trimestral)
Pasta de Visuais – figuras das lições (semestral)

9 e 10 anos – JUNIORES ESTUDANDO A BÍBLIA
Revista do Mestre (semestral)
Revista do Aluno (trimestral)
Pasta de Visuais – figuras das lições (semestral)

11 e 12 anos – PRÉ-ADOLESCENTES
Revista do Mestre (trimestral)
Revista do Aluno (trimestral)

13 e 14 anos – ADOLESCENTES VENCEDORES
Revista do Mestre (trimestral)
Revista do Aluno (trimestral)

15 a 17 anos – JUVENIS LIÇÕES BÍBLICAS
Revista do Mestre (trimestral)
Revista do Aluno (trimestral)

JOVENS E ADULTOS – LIÇÕES BÍBLICAS
Revista do Mestre (trimestral)
Revista do Aluno (trimestral)
NOVOS CONVERTIDOS – DISCIPULADO 1 e 2
Revista do Mestre 1 (um trimestre) + Mestre 2 (um trimestre)
Revista do Aluno (um trimestre) + Aluno 2 (um trimestre)


Contato para preleções: (21) 2406-7345 ou 9991-9952 – e-mail: marcos.tuler@cpad.com.br