É hora de ampliar seus conhecimentos.

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Sexta-feira, 9 de Maio de 2008

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Domingo, 20 de Abril de 2008




PEDINDO À PESSOA CERTA

Por: Marcos Tuler



Ainda posso sentir o mesmo frio no estômago, que experimentei quando o Diretor chamou-me à sua sala. Quase não podia respirar: a ansiedade e o temor abraçavam-me buliçosamente. O que estaria acontecendo? Não era comum chamar-me daquele jeito, naquele tom. Tentei, num esforço desumano, lembrar-me de alguma coisa errada que, por ventura, tivesse feito nos últimos dias, ou nas últimas horas. Porém, nada me veio à lembrança. Que sensação desconfortável!
Adentrei-me naquela suntuosa sala. O Diretor despachava faustosamente pelo telefone. Sentei-me, e por alguns instantes apreciei o gélido clima que destoava dos “ares” das outras dependências.
O Diretor era um homem imponente em seus quase dois metros de altura. Tinha sorriso branco e largo; ostentava postura de quem recebera um título honorífico inglês. Pensando bem, era diretor de uma multinacional; uma grande distribuidora no ramo de papel-celulose.
O que intentaria falar-me de tão importante? Que atenção mereceria um simples funcionário? Estaria o ilustríssimo Diretor em “estado de graça”?
Antes de endireitar-me pela enésima vez na cadeira, ouvi aquela voz vigorosa e desafiadora, que caracteriza os empreendedores: “Como vai Sr. Marcos? O dia está maravilhoso, não acha?” Depois de uma pequena pausa, meneei a cabeça concordando. Na verdade esperava que ele fosse direto ao assunto; o que não aconteceu. Então tomei coragem e perguntei-lhe: “Em que posso ajudá-lo Sr. Alfredo?" "Por qual razão chamou-me?" Ao que me respondeu enfaticamente: “Quero apenas dar-te um conselho.” Continuou. “Soube que o Sr. passa por dificuldades financeiras e, devido a isto, tem pedido dinheiro emprestado a várias pessoas aqui na empresa." "Isto é verdade?" Indagou-me.
Nunca me esquecerei daquele momento! Tive certeza de jamais poder encará-lo novamente.
Quando ainda pensava em justificar-me, irrompeu-se decisivamente o Diretor: "Admiro-o muito como pessoa e gosto do seu trabalho, portanto, escute o meu conselho: quando tiver de pedir alguma coisa a alguém, não peça a qualquer pessoa. Peça somente a quem realmente pode e deseja ajudar-te." Prosseguiu explicando. “Quando você pede alguma coisa a várias pessoas, todos ficam sabendo do seu problema, e quase nunca podem ou desejam ajudá-lo. Ao contrário, às vezes usam o teu problema ou necessidade para ridicularizá-lo.”
Que lição maravilhosa o Espirito Santo ensinara-me naquele momento! Lembrei-me imediatamente do que diz o Senhor em sua Palavra: "...nada tendes, porque não pedis" (Tg 4.2).
Queixamo-nos tanto de nossos problemas, participamo-los a tantas pessoas, que às vezes temos a impressão de tê-los contado ao Senhor. É só impressão! Na verdade, nosso Pai celestial nunca ouviu de nossos próprios lábios um só balbucio a respeito deles.
Preferimos esmolar os mesquinhos favores humanos que pedir a quem realmente quer e pode nos dar: o
Dono da terra, do mundo, de todas as riquezas e criaturas.
Precisamos fazê-lo conhecedor de nossos anseios.
Para receber as bênçãos do Altíssimo é necessário exercitar a vontade, o querer; desejar com ardor e pedir com persistência.
A história do cego de Jericó, narrada nos Evangelhos, ilustra satisfatoriamente este ponto.
Bartimeu, quando soube que Jesus estava por perto, não hesitou um só instante, começou a bradar em alta voz: “Jesus Filho de Davi, tem misericórdia de mim.”
Ele tinha certeza que jamais teria outra chance, pois ninguém no mundo poderia solucionar seu problema. Após muita insistência, e total indiferença ao coro da desesperança, ouviu de seus próprios repreensores o sonoro convite ao “bom ânimo”. Era o fim da sua desgraça, afinal, o Mestre divino o chamava. Não precisava mais gritar.
Lançando de si todo o impedimento, colocou-se inteiramente a disposição do dono da vida.
A partir daquele momento, Jesus faria a pergunta mais lógica de toda a Bíblia: “Que queres que te faça?”
Ora, o homem era cego!
Era necessário que o filho de Timeu manifestasse naquele momento todo o desejo do seu coração: "Mestre, que eu tenha vista".
Deus tem sempre a melhor das intenções a nosso respeito. Sua vontade é sempre nos abençoar; Ele faz o bem que esperamos sem nos lançar em rosto e não aceita recompensa: “Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais” (Jr 29.11).
Ele é Pai, e doador de todas as bênçãos. Jamais nos despedirá de mãos vazias. Devemos confiar-Lhe toda a nossa vida.
“E qual de entre vós, é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra? E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem” (Mt 7.9-11).


Marcos Tuler é pastor, pedagogo, escritor e chefe do Setor de Educação Cristã da CPAD.

Sábado, 8 de Março de 2008



JEQUITIBÁS OU EUCALIPTOS ?
IDENTIFICANDO O AUTÊNTICO EDUCADOR CRISTÃO

Por: Marcos Tuler

Certamente você já ouviu esta celebre frase: “Educação não é profissão, é vocação.” O que quer dizer isto? Educar não é somente professar, instruir, ensinar? Absolutamente não! A nobre tarefa de educar vai além das raias da informação ou simples instrução. Educar tem a ver com transmissão; assimilação de valores culturais, sociais e espirituais. Quem exerce apenas tecnicamente a função de ensinar não tem consciência de sua missão educativa, formadora de pessoas e de “mundos”. Se educar não é sinônimo de ensinar, nos vemos no dever de refletir: Quem ensina? E quem realmente educa? Em que categoria e sentido as funções do professor diferem das do educador?

Professores são como eucaliptos

O educador não deve ser considerado um simples professor, na acepção daquele que apenas ensina uma ciência, técnica ou disciplina. Educadores e professores possuem função e natureza distintas. Eles não são forjados no mesmo forno. E se de fato não são de mesma natureza, de onde vem o educador? Qual a sua procedência? Tem ele o direito de existir? Como pode ser constituído? “Não se trata de formar o educador, como se ele não existisse”, diz o professor Rubens Alves. “Como se houvesse escolas capazes de gerá-lo ou programas que pudessem trazê-lo à luz. Eucaliptos não se transformarão em jequitibás, a menos que em cada eucalipto haja um jequitibá adormecido: os eucaliptos são árvores majestosas, bonitas, porém absolutamente idênticas umas às outras, que podem ser substituídas com rapidez sem problemas. Ficam todas enfileiradas em permanente posição de sentido, preparadas para o corte e o lucro”.

Educadores são como jequitibás

Prossegue o mestre Alves, “os eucaliptos são símbolos dos professores, que vivem no mundo da organização, das instituições e das finanças. Os eucaliptos crescem depressa para substituírem as velhas árvores seculares que ninguém viu nascer e nem plantou. Aquelas árvores misteriosas que produzem sombras não penetradas, desconhecidas, onde reside o silêncio nos lugares não visitados. Tais árvores possuem até personalidade como dizem os antigos”. Os educadores são como árvores velhas, como jequitibás, possuem um nome, uma face, uma história. Educador não pode ser confundido com professor. Da mesma forma que jequitibás e eucaliptos não são as mesmas árvores, não fornecem a mesma madeira.

Como identificar os autênticos educadores cristãos

Há diferença entre professores e educadores no que se refere a práxis do ensino cristão? Como podemos distingui-los, identificá-los? É suficiente dominar métodos, procedimentos e técnicas didáticas ou ser um expert em comunicação? Óbvio que não!
Este tema, romanticamente discutido e refletido no âmbito da educação secular, assume maior importância e dimensão no da educação cristã. Nenhum educador cristão deve fracassar diante da tentação de apenas manter seus alunos informados a respeito da Bíblia e da vontade de Deus. Antes deve torná-los, através da influência do próprio exemplo, praticantes da Palavra e perseguidores da vontade divina.

Educadores têm convicção de sua chamada

Com o intuito de edificar e aperfeiçoar sua Igreja, Cristo concedeu vários dons aos homens e, dentre eles, o de mestre: “E ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres, tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos para a obra do ministério, para a edificação do corpo de Cristo” (Ef 4.11,12). Segundo o comentário da Bíblia de Estudo Pentecostal, “mestres são aqueles que recebem de Deus um dom especial para esclarecer, expor e proclamar a Palavra de Deus”. Isto significa que, além da vocação e das aptidões naturais para o magistério, o ensinador cristão precisa ter convicção plena de sua chamada específica para o ministério de ensino cristão.

Educadores são dedicados ao ministério de ensino

Muitos são freqüentemente colocados à frente de uma classe por seus líderes, mas não receberam de Deus a confirmação de sua chamada. Não sabem realmente porque foram colocados naquela função. Como identificar os professores genuinamente chamados para serem educadores? Os chamados, enquanto ensinam, sentem seus corações inflamarem pela atuação poderosa do Espírito Santo. Eles amam intensamente sua missão. Têm dedicação em sua prática docente: “...se é ensinar, haja esmero ao ensino” (Rm 12.7b). E o que significa esmero? Esmero significa integralidade de tempo no ministério de ensino, ou seja, estar com a mente, o coração e a vida totalmente voltados para esse mister. Ser ensinador cristão é diferente de ocupar o cargo de professor. Envolve chamada específica e capacitação divina.

Educadores mantêm comunhão real com Cristo

Outra característica que diferencia o educador cristão de um simples técnico de ensino, é que o primeiro, mantém um relacionamento real com o Senhor Jesus. Em outras palavras, significa que Cristo é, em primeiro lugar, seu salvador pessoal, salvou-o de todo o pecado e é também Senhor e dono da sua vida. Há professores que não têm certeza da própria salvação, como poderão ensinar Soteriologia? Outros não oram, não lêem a Bíblia e não têm vida devocional. São técnicos! No magistério cristão, de nada adianta ensinar o que não sente e não vive. O educador nunca ensinar aquilo que não está disposto a obedecer.

Educadores seguem o exemplo de Cristo

A melhor maneira de unirmos as funções de professor e educador é seguirmos o exemplo de Jesus. Ele foi, em seu ministério terreno, o maior professor e pedagogo de todos os tempos; usou todos os métodos didáticos disponíveis para ensinar: costumava, por exemplo, fazer perguntas para induzir a audiência a dar a resposta correta que Ele buscava; fazia indagações indiretas exigindo que seus discípulos comparassem, examinassem, relembrassem e avaliassem todos os conteúdos; exemplificava com parábolas, contava histórias e usava vários métodos criativos. Conforme declarou LeBar, citado por Howard Hendricks no Manual de Ensino, CPAD, “Jesus Cristo era o Mestre por excelência, porque ele mesmo encarnava perfeitamente a verdade. [...] Ele entendia perfeitamente seus discípulos, e usava métodos perfeitos para mudar as pessoas individualmente e sabia como era a natureza humana e o que havia genericamente no homem (Jo 2.24,25).”
Jesus ensinava complexidades usando a linguagem simples das coisas do dia-a-dia. Sua linguagem sempre era tangível à experiência das pessoas – emprego, problemas pessoais, costumes, vida familiar, natureza, conceitos religiosos etc. Seus instrumentos pedagógicos eram os campos, as montanhas, os pássaros, as tempestades, as ovelhas. Em suma, qualquer coisa que estivesse ao seu alcance Ele usava como ferramenta de ensino.

Educadores nunca cessam de aprender
Um autêntico educador, ao contrário de certos professores que se sentem “donos do saber”, são humildes e estão sempre com disposição para aprender. Ele não se esquece que o homem é um ser educável e nunca se cansa de aprender. Aprendemos com os livros, com nossos alunos, com as crianças, com os idosos, com os iletrados, enfim, aprendemos enquanto ensinamos.
Não há melhor maneira de aprender do que tentar ensinar outra pessoa. O professor-educador deve estar atento a qualquer oportunidade de aprender. Quando não souber uma resposta, é melhor ser honesto e dizer que não sabe. A ausência do orgulho diante da realidade de “não saber”, facilita e promove a aprendizagem.

Educadores exercem liderança positiva

Liderança positiva é outra peça-chave na constituição dos educadores cristãos autênticos. Tendo consciência ou não, quem ensina sempre exerce liderança sobre quem aprende. Essa liderança, será positiva ou negativa, em função da postura espiritual assumida pelo educador. Os ensinamentos, conceitos, princípios e conselhos ministrados aos seus alunos, dificilmente deixarão de influenciá-los. De que modo pode o professor evidenciar liderança positiva? Eis algumas dicas:
a) Apoiando o pastor de sua igreja;
b) Dando assistência aos cultos;
c) Participando efetivamente no sustento financeiro da obra de Deus (dízimos e ofertas);
d) Integrando-se à igreja: presença e atividades nos cultos;
e) Mantendo-se distante dos “ventos de doutrinas”;
f) Sendo eticamente correto;
g) Vivendo o que ensina (personificar a lição);
h) Tendo um lar cristão exemplar;
i) Apoiando a missão e a visão da igreja local;
j) Não usando a sala de aula para promover revoltas e dissoluções.
l) Colocando como alvo o nascimento de uma nova classe a cada ano.
m) Colocando como alvo a geração de novos professores a cada ano.
Como nos referimos em tópico anterior, o ministério de ensino exige dedicação integral do professor: “E todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar, e de pregar Jesus Cristo” (At 5.42). Cabe aos educadores cristãos a responsabilidade de instruir, guiar e orientar o caminho de outros servos de Deus. O professor que não se limita a dar instruções, precisa ser cada vez mais consciente de sua tarefa, não no sentido de mera assistência, mas em suas atitudes e atos em relação à obra de Deus e a Cristo. O resultado desta missão será energicamente cobrado. Chegará o dia em que cada obreiro do ensino dará contas de si mesmo a Deus: “...cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus” (Rm 14.12).

Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2008

Pastor Marcos Tuler lecionando na cidade de Quito, no Equador, para cerca de 600 professores de Escola Dominical

Você prega, Deus realiza. Desça do púlpito vitorioso!


Por: Marcos Tuler

Dirigi-me à empresa na certeza de que teria mais uma produtiva e abençoada jornada de trabalho. Antes de chegar à minha sala, avistei um amigo, funcionário da gerência de jornalismo. Ao perceber que ele também havia me visto, detive-me por alguns instantes no corredor de acesso às demais gerências no intuito de cumprimentá-lo. (Permitam-me, por questões éticas, não lhe declinar o nome.)
Antes que eu pronunciasse a primeira palavra, o insigne jornalista desarticulou-me, e pôs-se a falar de modo esfuziante: “Irmão Marcos, preciso contar-lhe uma experiência que tive com Deus!” “Lembra-se do dia que o senhor pregou sobre o amor ao próximo?” “Sim, respondi interessado.” “Pois então, sábado pela manhã, o Espírito Santo me fez lembrar daquela mensagem.” Pôs-se a contar didaticamente seu piedoso testemunho.
“Deus decidira, por bondade e misericórdia, agraciar-nos com a bênção da casa própria. Nossa nova residência, embora sem pompas e aparatos, preenchera confortavelmente nossa modesta expectativa de moradia. O Senhor atendera graciosamente nossas orações!”
“Eu e minha esposa ficamos tão felizes com a nova aquisição que mal podíamos esperar o dia da mudança. Afinal, além de nos livrarmos das despesas do aluguel, passamos a morar definitivamente no que é nosso: aquele apartamento representa o fruto dos nossos esforços.”
“Enfim, chegou o esperado dia da mudança. Havia chovido a semana inteira e provavelmente continuaria no sábado. Oramos insistentemente ao Senhor pedindo que não chovesse pelo menos em nossa cidade, pois o carro que havíamos conseguido para o transporte dos móveis era uma pick-up de carroceria aberta, e em função disso, temíamos que nossos pertences fossem avariados pela chuva.”
“O dia avançava veloz. Continuamos orando fervorosamente, mas parecia não adiantar! A chuva caia insistente e copiosamente na contramão de nossos anseios e petições.”
“Depois de certo tempo, quando a angústia e o desânimo parecia descontrolar-nos (enfatizou o jornalista fitando-me nos olhos), o Espírito Santo fez-me lembrar de parte da mensagem em que o senhor dizia que devemos querer para o próximo todo bem que desejamos para nós mesmos. A palavra de Deus citada pelo irmão naquela ocasião, ainda ecoava doce e sonoramente em meus ouvidos: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mc 12.30). “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós. E nós devemos dar a nossa vida pelos irmãos (1 Jo 3.16).
Naquele instante, parecia ouvi-lo nitidamente repetir: ‘se desejamos uma boa escola para os nossos filhos devemos esperar que os filhos dos nossos irmãos e vizinhos também consigam uma boa escola.’ ‘Se almejamos uma boa casa ou um carro do último tipo, também devemos desejar essas coisas para o nosso próximo.’
Quando estas lembranças me vieram à mente, pude compreender que estávamos orando de forma errada. Imediatamente mudamos nossa oração e começamos pedir a Deus que ajudasse as outras pessoas que porventura estivessem passando pelo mesmo problema que nós, ou quem sabe, até pior, em razão da chuva ou da falta dela. De repente percebi que estava orando cada vez mais intensamente por aquelas possíveis pessoas. Tão intensamente, que esqueci-me do meu próprio problema. Foi quando minha esposa me disse: ‘Filho, a chuva já passou!’
Daquele momento em diante não choveu mais uma gota!
É possível que meu leitor ainda não esteja entendendo o motivo pelo qual estou narrando este testemunho. Quando comecei escrever este artigo intentava discorrer sobre o tema “amor ao próximo”, porém, em dado momento, o Espirito Santo direcionou-me ao grande dilema de boa parte dos pregadores: estar ou não sendo usado por Deus no momento da entrega da mensagem.
Confesso que quando desci do púlpito na ocasião em que preguei sobre o amor ao próximo, não tinha idéia de como essa mensagem surtiria efeito nas pessoas que me ouviam.
O fato é que, quase nunca prevemos o alcance ou avaliamos os efeitos de nossas mensagens sobre os ouvintes. Às vezes nos empolgamos quando nossas prédicas, carregadas com as pompas da retórica, arrebatam do auditório calorosos elogios e congratulações. Entretanto, quando nos falta o aparente brilho, desejamos que o chão se abra e sorva celeremente nossa vergonha e decepção. Por que nos ocorre esta desagradável experiência? Por que agimos assim? Infelizmente, mesmo sem nos dar conta, ao descermos do púlpito, costumamos ajuizar as operações de Deus pelo que é aparente, ou seja, pelas visíveis reações e manifestações da audiência. Esquecemo-nos que Deus trabalha e realiza como e quando quer, independente das nossas medíocres expectativas.
É aí que, no final de cada mensagem, conjecturamos: Será que hoje Deus me usou como instrumento de sua operação? Será que o Todo-Poderoso tocou em alguém profundamente por intermédio da minha pregação? Seu poder transformador emanou através de mim sem que eu percebesse?
Nossa missão é pregar. Não temos compromisso com os resultados. Os santos oráculos emanam do Eterno; Ele mesmo encarregar-se-á de torná-los realidade na execução da sua vontade. A Palavra pregada legitimamente independe da nossa frágil competência. Ninguém impedirá seu curso: como um manancial de águas inexaurível, ela fluirá caudalosamente, rumo ao cumprimento do arbítrio e desígnio do Altíssimo: “Assim será a palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a enviei” (Is 55.11).

Contato para convites: (21) 2406-7345 e 9991-9952 ou marcos.tuler@cpad.com.br

Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2008

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O CURRÍCULO COMO MARCO TEÓRICO DAS DOUTRINAS FUNDAMENTAIS DA BÍBLIA

Por: Marcos Tuler


I. O QUE É UM CURRÍCULO?

É a soma dos resultados da aprendizagem planejada e alcançada por uma instituição de ensino. É um modo de organizar as práticas educativas. Pode-se também dizer que o currículo é a síntese dos conhecimentos e valores que caracterizam um processo social expresso pelo trabalho pedagógico desenvolvido no ambiente escolar.
Na prática, o currículo é um grupo de assuntos que constitui um curso de estudos, planejado e adaptado às idades e necessidades dos alunos. Enfim, é um meio educacional para atingir os objetivos de ensino.

1. Como se forma um currículo?

Todo currículo escolar é formado a partir de uma filosofia. Que tipo de aluno se quer formar? Para que finalidade? Com quais objetivos? Definida a filosofia, é a vez da seleção dos conteúdos necessários à formação desse aluno desejado.

2. Qual a necessidade de um currículo?

Os conteúdos e as práticas educativas são organizados a partir do currículo. Sem o apoio de um currículo previamente organizado, tendemos a perda de tempo, de propósito e ineficácia. Ficamos à mercê das entediantes rotina e improvisação.

II. O QUE É MATRIZ CURRICULAR?

A expressão “matriz curricular” aponta para o conceito de currículo que vai além de simples listagem de conteúdos. Nos trás a perspectiva de um currículo não-linear, construído a partir dos seguintes princípios:

1. O currículo deve ensejar a prática da interdisciplinaridade. É preciso desenvolver um trabalho que articule os conteúdos das diversas áreas de estudo em torno de questões centrais.
2. O currículo de ter a pesquisa como princípio cognitivo e instrumentalizado do trabalho docente.
3. O currículo deve promover a indissociabilidade entre teoria e prática.

A matriz curricular é composta de conteúdos (matérias ou disciplinas) e carga horária (semanal e anual).
Os componentes curriculares (conteúdos) da Escola Dominical são: Teologia Bíblica, Bibliologia, Antigo Testamento, Novo Testamento, Eclesiologia, Escatologia etc.

III. O QUE É MARCO TEÓRICO?

O marco teórico corresponde à base científica, teórica, bibliográfica do trabalho educativo. São referências que se faz às obras de autores consagrados no meio educacional.
O marco teórico do curso bíblico ministrado na Escola Dominical encontra-se nas doutrinas fundamentais da Bíblia.

Um currículo inclui desde os aspectos básicos que envolvem os fundamentos filosóficos e sociopolíticos da educação até os marcos teóricos e referenciais técnicos e tecnológicos que a concretizam na sala de aula.

IV. O QUE É UM CURRÍCULO DE ESCOLA DOMINICAL?

Conjunto de dados relativos à aprendizagem bíblico-cristã, organizados para orientar as atividades da Escola Dominical, as formas de executa-las e suas finalidades. A concepção de currículo neste particular inclui desde os aspectos básicos que envolvem os fundamentos doutrinários e teológicos da educação cristã até os marcos teóricos e referenciais técnicos que a concretizam na sala de aula.

1. Suas principais características.

a) Filosofia própria.

Ninguém ensina em ambiente neutro. Por isso, todo currículo tem uma filosofia; uma ideologia. Há sempre uma abordagem específica para o ensino, que reflete um conjunto de suposições e pressuposições sobre a natureza e o propósito da educação.
A educação cristã, por exemplo, firma-se em uma concepção bíblica da realidade, da verdade, e da moralidade, como base para seu conteúdo curricular e prática educativa.
Na verdade, a Educação Cristã não se baseia propriamente em uma filosofia, mas em uma teologia centrada na Bíblia.

b) Abrangência.

Reúne diversas matérias, atividades, vivências, recursos, formas de avaliação etc. Uma única matéria não pode ser chamada de currículo. Um determinado livro-texto ou revista de Escola Dominical não constituem um currículo. Há um sentido de progressividade e completude em relação às faixas etárias.

c) Harmonia e unidade.

As matérias reunidas deverão ser ideologicamente orientadas. Todo currículo deve ter o sentido interdisciplinar. As matérias devem estar interligadas entre si. As matérias deverão visar à formação integral do aluno. Que tipo de aluno queremos formar?

d) Encadeamento lógico.

Há uma seqüência lógica, ou seja, os temas são encadeados entre si, e não entrecortados.

e) Flexibilidade.

Há a possibilidade de o professor reescrever o conteúdo curricular, adaptando-o à realidade, necessidades e expectativas de seu público-alvo.
Nenhum currículo é perfeito. Mas isso não significa que seja preciso mudar os fundamentos filosóficos e pedagógicos do currículo, ou mesmo substituí-lo. O professor poderá readaptá-lo e torná-lo plenamente aplicável à sua classe.

2. Como funciona um currículo de ED.

Para cada fase de estudos há uma quantidade de informação (conteúdos didáticos) adequada à capacidade de assimilação e aproveitamento por parte dos alunos. Os conteúdos são dosados criteriosamente, de modo que ao atingirem a idade adulta, os alunos concluam o curso bíblico elementar. O sistema funciona como numa escola secular. A partir dos primeiros meses de vida (berçário), a criança passa por todas as fases do programa, sem repetir nenhuma lição, desde que sua transferência para a classe da faixa etária seguinte seja feita corretamente, até chegar à faixa etária de jovens e adultos.

Exemplificando: Após passar pela classe do Berçário, e concluir o currículo de Maternal (3 e 4 anos), com oito revistas, o aluno recebe um certificado de conclusão, sendo transferido para a faixa etária seguinte, Jardim de Infância (4 e 5 anos), com 8 revistas. Daí em diante repete-se o processo, passando de uma faixa para a outra, até chegar a classe de adultos.

a) Quanto à duração do currículo.

Depende de seu planejamento. Um currículo bem elaborado requer o cumprimento de vários objetivos educacionais e em relação a currículos de um curso bíblico, como é o caso do da Escola Dominical, deverá abranger várias áreas do conhecimento bíblico-teológico, sempre levando em conta a capacidade de assimilação dos conteúdos de acordo com a idade dos alunos.

O currículo pode retornar para mais um ciclo de estudos de 2 ou 3 anos (2 anos para Berçário, Maternal, Jardim, Primários, Juniores, Pré-adolescentes e Adolescentes, e 3 para Juvenis). Isto acontece com currículos de todas as faixas etárias de qualquer editora que publique currículos de Escola Dominical. Quando um currículo retorna, não significa que está sendo simplesmente repetido, e sim que seu ciclo de estudos foi concluído.
Como acontece nas escolas seculares, é o aluno que passa pelo currículo. Ou seja, Em qualquer trimestre que ingresse na Escola Dominical, o aluno estudará a revista que está em curso na seqüência do currículo de sua faixa etária. Ao completar idade para ingressar na classe da faixa etária seguinte, ele recebe o Certificado de Conclusão do Curso Bíblico correspondente à faixa etária que acabou de sair.
Assim, o aluno passa por todas as revistas apropriadas para cada faixa etária, à medida que for alcançando a idade correspondente.
Na escola secular acontece o mesmo. O aluno que hoje está na 3ª série primária, estuda as mesmas matérias que seus pais estudaram há muitos anos. Isto porque a reformulação dos currículos só acontece por extrema necessidade, e após vários anos em vigor.
Se os alunos forem transferidos na ocasião correta, nenhum deles, jamais, repetirá uma só lição.

b) Quanto à utilização da revista pelo professor.

Quando o professor terminar de usar, por exemplo, a revista n.º 8 de Adolescentes (13 e 14 anos), voltará a usar a revista n.º 1, reiniciando o ciclo do curso bíblico. Esta forma de uso das revistas exige que o professor especialize-se em determinada faixa etária, para que, desta forma, tenha maior oportunidade de colecionar bom material específico e também se torne um especialista da faixa etária em que leciona na Escola Dominical.

c) Quanto à transferência de alunos.

Pode haver ingresso de novos alunos na classe em qualquer tempo do ano, independente da seqüência numérica da revista que tiver sendo usada.
A transferência de classe deverá ser feita no trimestre seguinte ao que o aluno fez aniversário. Por exemplo, se um aluno da classe dos adolescentes (13 e 14 anos) completou a idade para ingressar na classe dos juvenis (15 a 17 anos) em um dos três meses do primeiro trimestre do ano (janeiro, fevereiro e março), só deve ingressar na classe seguinte (juvenis) em abril, primeiro mês do segundo trimestre.

V. O QUE É CONTEÚDO DIDÁTICO?

São as informações contidas em determinada matéria de ensino.
Os conteúdos didáticos especificados no Currículo de Escola Dominical são disponibilizados na forma de revistas didáticas.
Todo currículo trás em seu bojo conhecimentos, habilidades, valores e atitudes que são selecionados, organizados e apresentados por meio de experiências de aprendizagem ao aluno para ajudar-lhe em seu desempenho de acordo com os objetivos visados. Por isso, nenhum professor da ED deverá limitar-se ao conteúdo de uma matéria de ensino disposta em livro ou revista didática. Antes, deve ele em sua prática docente, considerar suas próprias experiências de vida como singular fonte de material útil ao bom êxito do ensino. Os livros que o mestre lê, as pessoas com quem tem contato diariamente e cada experiência pessoal constituem excelentes materiais auxiliares na suprema tarefa de esclarecer a Palavra de Deus a seus alunos.
Apesar de o material didático especializado ser de suma importância, nunca deverá o mestre desperdiçar a oportunidade de enriquecer suas aulas com sua prática de vida.

VI. QUE SÃO REVISTAS DIDÁTICAS

As revistas didáticas equivalem aos livros de textos utilizados nas escolas seculares. Elas refletem e expõem a filosofia, a metodologia e os conteúdos didáticos orientados pelo currículo. O currículo é operacionalizado por meio das orientações contidas nas revistas didáticas. Fazem parte das revistas:

1. Componentes das Revistas Didáticas

a) Conteúdos didáticos.

Todas as informações, habilidades e práticas educativas, selecionadas, organizadas, e apontadas no currículo para serem trabalhadas com alunos em determinado período de tempo. No caso da Escola Dominical, em um trimestre.

Desenvolvimento do conteúdo principal – comentário do texto bíblico básico:

– Tamanho suficiente.
– Divisões lógicas e pertinentes com o tema central.
– Linguagem adequada à faixa etária.
– Texto adequado à realidade dos alunos das diversas regiões e níveis culturais do Brasil.
– Comentaristas com perfil profissional de acordo com as novas demandas da educação cristã.

b) Estrutura pedagógica (Seções da revista)

As revistas didáticas são divididas em várias seções. Tais seções equivalem a um plano de aula.

c) Ilustrações.

As ilustrações devem ser apropriadas à faixa etária do currículo. Ou seja, devem estar de acordo com a proposta pedagógica e capacidade de compreensão daquele grupo etário.
Devemos partir do “olhar” da criança. Como ela vê e interpreta aquela determinada figura? Consegue relacioná-la a outro momento de sua vida?
As ilustrações devem ser significativas, expressivas e relevantes.
No currículo de Escola Dominical, há um estilo de ilustração para cada faixa etária.

d) Atividades de fixação e exercícios para verificação da aprendizagem.

As atividades de fixação e exercícios de verificação propostos nos currículos infantis possuem as seguintes características:

– De acordo com a faixa etária e as modernas propostas pedagógicas.
– Variados, criativos, inventivos e desafiadores.
– Compreensíveis, claros, relevantes.
– Níveis de dificuldade adequados à capacidade de compreensão da criança.

e) Suplementos didáticos.

Pranchas de visuais para as histórias bíblicas, sugestão de cartazes para a memorização de versículos, planos de freqüência, gráficos, mapas, figuras, moldes, modelos, fantoches e outros recursos visuais. Quanto a esses recursos:

– As ilustrações deverão estar intrinsecamente ligadas ao conteúdo das lições.
– Os elementos deverão ser criativos e interessantes, de modo a despertar a atenção e a curiosidade dos alunos.
– Jamais poderão ser repetitivos e sim, complementares e enriquecedores.
– O texto deverá ser claro, simples e compreensível.

f) Projeto gráfico.

Designe (tipologia, estilo de ilustrações, cores, vinhetas e formato) mais arrojado. As ilustrações mudarão de estilo, técnica e material de desenho de acordo com a faixa etária. Exemplo:
Berçário: Infantil/Digital + Efeitos
Maternal: Infantil/Giz de Cera
Jardim: Infantil-Cartoon/Lápis de cor
Primários: Cartoon/Guache
Juniores: Cartoon-Mangá/Digital
Pré-Adolescentes: Desenho-Foto-Digital/Digital
Adolescentes: Desenho-Foto-Digital/Digital
Juvenis: Fotos

Cores mais leves, mais uniformidade, diagramação menos apertada, ilustrações mais modernas e significativas, menos elementos nas páginas internas, tipologia coerente com as faixas etárias, produção fotográfica mais aprimorada, melhor legibilidade.

VII. CARACTERÍSTICAS ESPECÍFICAS DO CURRÍCULO CPAD

1. Revitalização constante

O material ora disponível é fruto de um trabalho de constante aperfeiçoamento no currículo e revistas da edição iniciada em 1994, através do aproveitamento de várias sugestões de professores e líderes da Escola Dominical acolhidas no Setor de Educação Cristã durante os últimos anos. Acrescentando-se, também, recursos e materiais da modernidade pedagógica e tecnológica no ensino ao nosso alcance. Temos, assim, grandes vantagens a apresentar:

2. Ensino Bíblico ortodoxo

Fundamentado pela Palavra de Deus, o currículo CPAD prima pela excelência e ortodoxia doutrinária de seus conteúdos. Comprometido com a formação cristã integral da Igreja de Cristo, jamais se afasta da visão teológica genuinamente pentecostal.

3. Ensino apropriado para cada faixa etária

O sistema funciona como em uma escola secular. Os temas de estudos, subordinados ao currículo, são estabelecidos de forma cadenciada e dosada de acordo a etapa de desenvolvimento da criança. Desde os primeiros meses de vida (Berçário) a criança passa por todas as fases do programa, sem repetir nenhuma lição, até chegar à idade adulta. Deste modo, o currículo CPAD propicia aos alunos uma visão panorâmica da Bíblia Sagrada ajustada a cada faixa de idade.

4. Conteúdos didáticos atualizados

O currículo CPAD possui conteúdo didático atualizado e propostas educacionais fundamentadas nas mais modernas tendências pedagógicas.

5. Orientação pedagógica e didática

A fim de subsidiar o magistério cristão, o currículo CPAD em várias partes de seus conteúdos (revistas de cada faixa etária), sugere, indica e ensina a confecção de vários recursos didáticos, tais como: gráficos, esquemas, figuras, moldes, modelos, cartazes, fantoches, bonecos, partituras de corinhos, etc. Orienta a formulação de exercícios e diversas atividades de grupo.

6. Recursos Didáticos

Os textos, exercícios e ilustrações são produzidos de acordo com a capacidade de compreensão e assimilação de cada grupo etário.
As revistas do Mestre das classes, Maternal, Jardim de Infância, Primários e Juniores são acompanhadas a cada início de trimestre com uma Pasta de Visuais contendo 48 figuras para serem usadas durante dois trimestres. Há um estilo de desenho específico para cada faixa etária, adotando-se mais o padrão de figuras naturalistas e menos caricaturadas.

7. Recursos técnicos

- As revistas para as faixas infantis e juvenis são impressas em policromia.
- Os currículos para pré-adolescentes, adolescentes e juvenis, obedecem a uma seqüência alternada entre temas voltados para assuntos da adolescência e estudos dos livros da Bíblia. A parte visual, devido ao uso de quatro cores e fotos, não é estática e sisuda, é dinâmica e atraente, adequada à idade dos jovens.
- As revistas de aluno e mestre de jovens e adultos são impressas em duas cores.

8. Recursos das Lições Bíblicas do Mestre (LBM)

- A LBM, além de conter na íntegra o texto da revista do aluno, traz em seu bojo dez seções complementares, que são: Hinos Sugeridos, Ponto de Contato, Objetivos, Síntese Textual, Orientação Didática, Auxílios Suplementares, Glossário, Bibliografia Sugerida, Ajuda Adicional e Resposta do Questionário.

VIII. AS FAIXAS ETÁRIAS E SUAS REVISTAS

0 a 2 anos – BERÇÁRIO
Revista do Mestre (semestral)
Revista do Aluno (semestral)
(Folhas de atividades encartadas na revista do mestre)

3 e 4 anos – MATERNAL
Revista do Mestre (semestral)
Revista do Aluno (trimestral)
Pasta de Visuais – figuras das lições (semestral)

5 e 6 anos – JARDIM DE INFÂNCIA
Revista do Mestre (semestral)
Revista do Aluno (trimestral)
Pasta de Visuais – figuras das lições (semestral)

7 e 8 anos – PRIMÁRIOS
Revista do Mestre (semestral)
Revista do Aluno (trimestral)
Pasta de Visuais – figuras das lições (semestral)

9 e 10 anos – JUNIORES ESTUDANDO A BÍBLIA
Revista do Mestre (semestral)
Revista do Aluno (trimestral)
Pasta de Visuais – figuras das lições (semestral)

11 e 12 anos – PRÉ-ADOLESCENTES
Revista do Mestre (trimestral)
Revista do Aluno (trimestral)

13 e 14 anos – ADOLESCENTES VENCEDORES
Revista do Mestre (trimestral)
Revista do Aluno (trimestral)

15 a 17 anos – JUVENIS LIÇÕES BÍBLICAS
Revista do Mestre (trimestral)
Revista do Aluno (trimestral)

JOVENS E ADULTOS – LIÇÕES BÍBLICAS
Revista do Mestre (trimestral)
Revista do Aluno (trimestral)
NOVOS CONVERTIDOS – DISCIPULADO 1 e 2
Revista do Mestre 1 (um trimestre) + Mestre 2 (um trimestre)
Revista do Aluno (um trimestre) + Aluno 2 (um trimestre)


Contato para preleções: (21) 2406-7345 ou 9991-9952 – e-mail: marcos.tuler@cpad.com.br

Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008

















Você acha que o professor da Escola Dominical deve preocupar-se com o conteúdo que seus alunos recebem na escola secular?


O professor de escola dominical deve preocupar-se com as más influências da escola, principalmente no que concerne à formação do caráter e a espiritualidade dos jovens, uma vez que o adolescente passa cerca de cinco horas por dia, cinco dias na semana, na escola secular. O que fazer com o restrito período de estudos aos domingos? Como filtrar e selecionar os conteúdos recebidos pelos professores de diversas matérias na área secular? Este problema deve ser levado em consideração em todos os planos de trabalho, principalmente com os adolescentes e jovens da igreja.
O que se ensina na escola sobre a estabilidade da família? Que consideração tem tido os professores à preservação dos valores familiares? Que realidade está sendo mostrada? Qual é o padrão social de família que estão ensinando? Antes o modelo era o patriarcal, onde o pai era o único provedor da casa, e a mãe cuidava dos afazeres domésticos e dos filhos. Hoje, a família pode ser formada por pais solteiros com um ou mais filhos; por casais sem filhos; por uma mulher provedora do lar, com apenas um filho e um marido dono de casa. O mundo está muito diferente. Nos próximos anos, é provável que muitos jovens venham de lares desajustados, dilapidados pelo divórcio. Muitos serão filhos de casais em segundas núpcias. Esses temas precisam ser discutidos francamente, em sala de aula; deverão ser abordados no currículo de lições bíblicas como temas transvesais de extrema importância. [Esta é a 1ª parte. Abordaremos outras questões sobre esse tema numa próxima postagem. Aguardem!]

Pr. Marcos Tuler

Domingo, 27 de Janeiro de 2008




Projeto Pedagógico desenvolvido com os alunos da FAECAD na disciplina Metodologia da Pesquisa Científica.

Professor: Marcos Tuler

Projeto: Montar um projeto de pesquisa para a publicação de um livro.







Caros amigos e irmãos em Cristo, estou de volta ao Blog. Nesta edição estou publicando um artigo muito importante sobre pedagogia de projetos. Muitos educadores cristãos dizem ser impossível trabalhar com projetos pedagógicos na escola dominical em função do pouco tempo de aula (geralmente 50 minutos). Minha sugestão é trabalhar com projetos pedagógicos tendo em vista o tema do trimestre. Ou seja, trabalhar com algum tipo de projeto ao longo de um trimestre de aulas. O que vocês acham? Aguardo seus comentários. Pr. Marcos Tuler.

PEDAGOGIA DE PROJETOS: UMA NOVA PROPOSTA DE APRENDIZAGEM PARA A ESCOLA DOMINICAL

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Marcos Tuler

A Pedagogia de Projetos surgiu no início do século passado com o americano John Dewey. Este renomado educador, baseou-se na concepção de que a “educação é um processo de vida e não uma preparação para a vida futura”. Em outras palavras, a escola deve representar a vida prática, presente, do cotidiano.

No âmbito da educação cristã, os ensinamentos bíblicos ministrados na ED têm de sair do campo teórico para o prático, ou seja, os conteúdos de ensino devem despertar nos alunos motivação para mudança de comportamento. O professor precisa estar ciente de que todo o ensinamento bíblico ministrado na ED está, naturalmente, carregado de realidade e senso prático: “Ponham em prática o que vocês receberam e aprenderam de mim, tanto as minhas palavras como as minhas ações...” (Fp 4.9 ARA).


O que é Pedagogia de Projetos


A Pedagogia de Projetos pode ser definida como um método no qual a classe se ocupa em atividades proveitosas e com propósitos definidos. Em outras palavras, é o ensino através da experiência. Este método coloca o aluno em contato com algum projeto concreto em que esteja interessado e em que planeje o empreendimento, colha as informações, e finalmente, leve a efeito os seus planos.

É necessário que o projeto vise um propósito real, e tenha valor prático para o ensino. Na Escola Dominical, o método de projetos assume um aspecto extracurricular, isto é, não é feito totalmente dentro do período de aula. Muitos trabalhos são iniciados em casa e concluídos na sala de aula.


Considerações importantes


No trabalho com projetos o próprio aluno constrói o conhecimento. O professor apenas propõe situações de ensino baseadas nas descobertas espontâneas e significativas dos alunos.

Com o trabalho de projetos, aprender deixa de ser um simples ato de memorização e ensinar não significa mais repassar conteúdos prontos. Aprende-se participando, vivenciando sentimentos, tomando atitudes diante dos fatos, escolhendo procedimentos para atingir determinados objetivos. Ensina-se não só pelas respostas dadas, mas principalmente pelas experiências proporcionadas, pelos problemas criados, pela ação desencadeada.


Objetivos


Em virtude de as atividades educativas serem elaboradas por alunos e professores, um dos principais objetivos da Pedagogia de Projetos é promover a integração e a cooperação entre docentes e discentes em sala de aula.

Os projetos devem visar também a resolução de algum problema ou algum empreendimento que esteja em harmonia com os interesses dos alunos, e relacionados às suas próprias experiências.


Principais características


Uma das principais características de um trabalho educativo realizado por projetos é a intencionalidade. Todo projeto deve ser orientado por objetivos claros e bem definidos. O que pretendo com a realização deste trabalho? Quais resultados posso esperar? Em que sentido meus alunos serão modificados?

A flexibilidade é outra característica importante. O planejamento de trabalho deve ser flexível, de modo que o tempo e as condições para desenvolvê-lo sejam sempre reavaliados em função dos objetivos inicialmente propostos, dos recursos à disposição do grupo e das circunstâncias que envolvem o projeto.

A originalidade do projeto demonstra que cada grupo é único, isto é, possui características próprias. Seus participantes têm ritmos e estilos diferentes. Portanto, o trabalho de um grupo não deve ser comparado com o de outro ou contestado. A resolução do problema proposto pelo projeto de trabalho, se dará em função das experiências e expectativas dos componentes de cada grupo. O projeto de trabalho deve se desenvolver apoiado na realidade de cada grupo.


Planejamento


Quais atividades serão propostas? De quais materiais e ferramentas irão precisar? Quanto vai custar? Quais disciplinas serão envolvidas? Como conduzirá o projeto? Quantas aulas disporá para executá-lo? Quais estratégias usará para manter seus alunos interessados?

Os participantes deverão conhecer antecipadamente todas as etapas do trabalho. Deve-se considerar a quantidade de pessoas envolvidas, os recursos disponíveis, a metodologia utilizada, as fases e o prazo de execução (cronograma), os critérios de avaliação etc.

É imprescindível que a elaboração do planejamento seja realizada coletivamente pelos participantes.


Etapas de um projeto


A escolha do tema


O tema poderá ser escolhido pelo professor, por um aluno ou em comum acordo com a classe. O importante é que ele seja de interesse de todos os que nele estarão trabalhando. Exemplos de temas: Vocação, drogas, sexualidade, temas bíblicos, teológicos, comportamento social etc.

Pode-se trabalhar com um único tema para todos os grupos, ou com um único tema onde cada equipe trabalha com uma particularidade, ou ainda com diversos temas.

É necessário que alguns questionamentos sejam feitos na escolha do tema: Até que ponto ele vai despertar e manter a atenção dos seus alunos? Quanto contribuirá para ampliar o conhecimento deles? Quais as vantagens e desvantagens de escolher este ou aquele tema?


Os objetivos


O que você pretende alcançar com este projeto? O que gostaria que seus alunos aprendessem com ele?


Problematização


Nesse momento os alunos irão expressar suas idéias, conhecimentos e questões sobre o tema escolhido. Neste momento, suas experiências, saberes e história de vida deverão ser bastante valorizados.


Pesquisa e produção


Nesta fase é fundamental a atuação do professor no acompanhamento da execução do trabalho. Suas intervenções devem levar os alunos a confrontarem suas idéias, informações e conhecimentos com outras visões de mundo, ou seja, outras maneiras de ver e analisar o problema que deu origem ao projeto. A diversidade de visões traz maior riqueza às discussões e o seu confronto favorece o exercício da autonomia e da responsabilidade do aluno sobre sua própria aprendizagem.

O professor poderá contribuir com o trabalho, trazendo para a sala de aula diferentes fontes de informações tais como: jornais, revistas, livros, documentos, textos colhidos na Internet, organogramas, mapas etc., tudo de acordo com a proposta do trabalho.

O trabalho deverá integrar-se com ações pedagógicas tais como: visita a bibliotecas, entrevistas com pessoas da comunidade, vinda de pessoas de outros lugares para trocar idéias e experiências sobre o tema em questão.


Avaliação


A avaliação da ação pedagógica deve contar com a participação de todos os envolvidos, tendo sempre um olhar direcionado aos objetivos propostos e aos papéis desempenhados.

O professor, ao acompanhar o desenvolvimento do Projeto, pode não só avaliar sua atuação, como também ser avaliado pelos alunos.

A avaliação do aluno deverá ocorrer durante todo o processo e servir como parâmetro para o replanejamento das atividades em novos projetos. O próprio aluno pode se auto-avaliar considerando sua atuação e desenvolvimento no processo educativo.


Conclusão


Apesar de definidas as etapas de desenvolvimento de um Projeto de Trabalho, elas têm de ser consideradas como parte de um processo contínuo, sujeito a mudanças e recontextualizações de acordo com as necessidades que surgem no grupo durante a sua execução: jamais poderão ser reduzidas a uma lista de objetivos e etapas estanques a serem seguidas passo a passo. O planejamento deve ser suficientemente flexível para incorporar as modificações que se façam necessárias no decorrer de seu desenvolvimento.

Em sua prática docente, o professor de Escola Dominical cônscio de suas responsabilidades, deve preocupar-se não apenas em ampliar o cabedal teórico de seus alunos, mas em orientá-los quanto à necessidade de traduzirem seus conhecimentos em ação dinâmica e eficaz. A pedagogia de projetos é uma excelente aliada do professor no cumprimento desse propósito.

Marcos Tuler é ministro do evangelho, pedagogo, escritor, conista e cheferencfe do Setor de Educação Cristã da CPAD.