quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

















Você acha que o professor da Escola Dominical deve preocupar-se com o conteúdo que seus alunos recebem na escola secular?


O professor de escola dominical deve preocupar-se com as más influências da escola, principalmente no que concerne à formação do caráter e a espiritualidade dos jovens, uma vez que o adolescente passa cerca de cinco horas por dia, cinco dias na semana, na escola secular. O que fazer com o restrito período de estudos aos domingos? Como filtrar e selecionar os conteúdos recebidos pelos professores de diversas matérias na área secular? Este problema deve ser levado em consideração em todos os planos de trabalho, principalmente com os adolescentes e jovens da igreja.
O que se ensina na escola sobre a estabilidade da família? Que consideração tem tido os professores à preservação dos valores familiares? Que realidade está sendo mostrada? Qual é o padrão social de família que estão ensinando? Antes o modelo era o patriarcal, onde o pai era o único provedor da casa, e a mãe cuidava dos afazeres domésticos e dos filhos. Hoje, a família pode ser formada por pais solteiros com um ou mais filhos; por casais sem filhos; por uma mulher provedora do lar, com apenas um filho e um marido dono de casa. O mundo está muito diferente. Nos próximos anos, é provável que muitos jovens venham de lares desajustados, dilapidados pelo divórcio. Muitos serão filhos de casais em segundas núpcias. Esses temas precisam ser discutidos francamente, em sala de aula; deverão ser abordados no currículo de lições bíblicas como temas transvesais de extrema importância. [Esta é a 1ª parte. Abordaremos outras questões sobre esse tema numa próxima postagem. Aguardem!]

Pr. Marcos Tuler

domingo, 27 de janeiro de 2008




Projeto Pedagógico desenvolvido com os alunos da FAECAD na disciplina Metodologia da Pesquisa Científica.

Professor: Marcos Tuler

Projeto: Montar um projeto de pesquisa para a publicação de um livro.







Caros amigos e irmãos em Cristo, estou de volta ao Blog. Nesta edição estou publicando um artigo muito importante sobre pedagogia de projetos. Muitos educadores cristãos dizem ser impossível trabalhar com projetos pedagógicos na escola dominical em função do pouco tempo de aula (geralmente 50 minutos). Minha sugestão é trabalhar com projetos pedagógicos tendo em vista o tema do trimestre. Ou seja, trabalhar com algum tipo de projeto ao longo de um trimestre de aulas. O que vocês acham? Aguardo seus comentários. Pr. Marcos Tuler.

PEDAGOGIA DE PROJETOS: UMA NOVA PROPOSTA DE APRENDIZAGEM PARA A ESCOLA DOMINICAL

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Marcos Tuler

A Pedagogia de Projetos surgiu no início do século passado com o americano John Dewey. Este renomado educador, baseou-se na concepção de que a “educação é um processo de vida e não uma preparação para a vida futura”. Em outras palavras, a escola deve representar a vida prática, presente, do cotidiano.

No âmbito da educação cristã, os ensinamentos bíblicos ministrados na ED têm de sair do campo teórico para o prático, ou seja, os conteúdos de ensino devem despertar nos alunos motivação para mudança de comportamento. O professor precisa estar ciente de que todo o ensinamento bíblico ministrado na ED está, naturalmente, carregado de realidade e senso prático: “Ponham em prática o que vocês receberam e aprenderam de mim, tanto as minhas palavras como as minhas ações...” (Fp 4.9 ARA).


O que é Pedagogia de Projetos


A Pedagogia de Projetos pode ser definida como um método no qual a classe se ocupa em atividades proveitosas e com propósitos definidos. Em outras palavras, é o ensino através da experiência. Este método coloca o aluno em contato com algum projeto concreto em que esteja interessado e em que planeje o empreendimento, colha as informações, e finalmente, leve a efeito os seus planos.

É necessário que o projeto vise um propósito real, e tenha valor prático para o ensino. Na Escola Dominical, o método de projetos assume um aspecto extracurricular, isto é, não é feito totalmente dentro do período de aula. Muitos trabalhos são iniciados em casa e concluídos na sala de aula.


Considerações importantes


No trabalho com projetos o próprio aluno constrói o conhecimento. O professor apenas propõe situações de ensino baseadas nas descobertas espontâneas e significativas dos alunos.

Com o trabalho de projetos, aprender deixa de ser um simples ato de memorização e ensinar não significa mais repassar conteúdos prontos. Aprende-se participando, vivenciando sentimentos, tomando atitudes diante dos fatos, escolhendo procedimentos para atingir determinados objetivos. Ensina-se não só pelas respostas dadas, mas principalmente pelas experiências proporcionadas, pelos problemas criados, pela ação desencadeada.


Objetivos


Em virtude de as atividades educativas serem elaboradas por alunos e professores, um dos principais objetivos da Pedagogia de Projetos é promover a integração e a cooperação entre docentes e discentes em sala de aula.

Os projetos devem visar também a resolução de algum problema ou algum empreendimento que esteja em harmonia com os interesses dos alunos, e relacionados às suas próprias experiências.


Principais características


Uma das principais características de um trabalho educativo realizado por projetos é a intencionalidade. Todo projeto deve ser orientado por objetivos claros e bem definidos. O que pretendo com a realização deste trabalho? Quais resultados posso esperar? Em que sentido meus alunos serão modificados?

A flexibilidade é outra característica importante. O planejamento de trabalho deve ser flexível, de modo que o tempo e as condições para desenvolvê-lo sejam sempre reavaliados em função dos objetivos inicialmente propostos, dos recursos à disposição do grupo e das circunstâncias que envolvem o projeto.

A originalidade do projeto demonstra que cada grupo é único, isto é, possui características próprias. Seus participantes têm ritmos e estilos diferentes. Portanto, o trabalho de um grupo não deve ser comparado com o de outro ou contestado. A resolução do problema proposto pelo projeto de trabalho, se dará em função das experiências e expectativas dos componentes de cada grupo. O projeto de trabalho deve se desenvolver apoiado na realidade de cada grupo.


Planejamento


Quais atividades serão propostas? De quais materiais e ferramentas irão precisar? Quanto vai custar? Quais disciplinas serão envolvidas? Como conduzirá o projeto? Quantas aulas disporá para executá-lo? Quais estratégias usará para manter seus alunos interessados?

Os participantes deverão conhecer antecipadamente todas as etapas do trabalho. Deve-se considerar a quantidade de pessoas envolvidas, os recursos disponíveis, a metodologia utilizada, as fases e o prazo de execução (cronograma), os critérios de avaliação etc.

É imprescindível que a elaboração do planejamento seja realizada coletivamente pelos participantes.


Etapas de um projeto


A escolha do tema


O tema poderá ser escolhido pelo professor, por um aluno ou em comum acordo com a classe. O importante é que ele seja de interesse de todos os que nele estarão trabalhando. Exemplos de temas: Vocação, drogas, sexualidade, temas bíblicos, teológicos, comportamento social etc.

Pode-se trabalhar com um único tema para todos os grupos, ou com um único tema onde cada equipe trabalha com uma particularidade, ou ainda com diversos temas.

É necessário que alguns questionamentos sejam feitos na escolha do tema: Até que ponto ele vai despertar e manter a atenção dos seus alunos? Quanto contribuirá para ampliar o conhecimento deles? Quais as vantagens e desvantagens de escolher este ou aquele tema?


Os objetivos


O que você pretende alcançar com este projeto? O que gostaria que seus alunos aprendessem com ele?


Problematização


Nesse momento os alunos irão expressar suas idéias, conhecimentos e questões sobre o tema escolhido. Neste momento, suas experiências, saberes e história de vida deverão ser bastante valorizados.


Pesquisa e produção


Nesta fase é fundamental a atuação do professor no acompanhamento da execução do trabalho. Suas intervenções devem levar os alunos a confrontarem suas idéias, informações e conhecimentos com outras visões de mundo, ou seja, outras maneiras de ver e analisar o problema que deu origem ao projeto. A diversidade de visões traz maior riqueza às discussões e o seu confronto favorece o exercício da autonomia e da responsabilidade do aluno sobre sua própria aprendizagem.

O professor poderá contribuir com o trabalho, trazendo para a sala de aula diferentes fontes de informações tais como: jornais, revistas, livros, documentos, textos colhidos na Internet, organogramas, mapas etc., tudo de acordo com a proposta do trabalho.

O trabalho deverá integrar-se com ações pedagógicas tais como: visita a bibliotecas, entrevistas com pessoas da comunidade, vinda de pessoas de outros lugares para trocar idéias e experiências sobre o tema em questão.


Avaliação


A avaliação da ação pedagógica deve contar com a participação de todos os envolvidos, tendo sempre um olhar direcionado aos objetivos propostos e aos papéis desempenhados.

O professor, ao acompanhar o desenvolvimento do Projeto, pode não só avaliar sua atuação, como também ser avaliado pelos alunos.

A avaliação do aluno deverá ocorrer durante todo o processo e servir como parâmetro para o replanejamento das atividades em novos projetos. O próprio aluno pode se auto-avaliar considerando sua atuação e desenvolvimento no processo educativo.


Conclusão


Apesar de definidas as etapas de desenvolvimento de um Projeto de Trabalho, elas têm de ser consideradas como parte de um processo contínuo, sujeito a mudanças e recontextualizações de acordo com as necessidades que surgem no grupo durante a sua execução: jamais poderão ser reduzidas a uma lista de objetivos e etapas estanques a serem seguidas passo a passo. O planejamento deve ser suficientemente flexível para incorporar as modificações que se façam necessárias no decorrer de seu desenvolvimento.

Em sua prática docente, o professor de Escola Dominical cônscio de suas responsabilidades, deve preocupar-se não apenas em ampliar o cabedal teórico de seus alunos, mas em orientá-los quanto à necessidade de traduzirem seus conhecimentos em ação dinâmica e eficaz. A pedagogia de projetos é uma excelente aliada do professor no cumprimento desse propósito.

Marcos Tuler é ministro do evangelho, pedagogo, escritor, conista e cheferencfe do Setor de Educação Cristã da CPAD.




quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

A dádiva do aprendizado


Assista ao vídeo, leia os comentários abaixo e dê a sua opinião.

1) “A aprendizagem se realiza através da conduta ativa do aluno, que aprende mediante o que ele faz e não o que faz o professor”.
(Ralph W. Tyler)
2) A dádiva do aprendizado (filme):

- Apesar de muito pequeno, o menino tinha interesse, curiosidade e determinação para aprender:”vou fazer uma casa de pássaros para minha mãe”. A princípio, o pai não acreditava em sua capacidade e potencialidade (você é muito pequeno – ele era baixo para a idade).

- O menino tentou fazer a casinha sem a ajuda do pai, ou seja, com o próprio esforço. Pensou que conseguiria, pois costumava observar o pai trabalhando.

- Será que apenas observando alguém fazer alguma coisa, se consegue aprender?

- Após várias tentativas, o menino perdeu a paciência. Por que? Pelo fato de não ter obtido o resultado esperado. Não conseguiu cumprir seu objetivo.

- O pai, observando o real interesse de aprender do filho, resolveu ensina-lo. Resolveu gastar tempo para ensina-lo. “Estou com com tempo sobrando”.

“A instrução das crianças é o ofício em que é necessário saber perder tempo, a fim de ganhá-lo”. Rousseau

- Após as orientações do pai, enfim, o menino conseguiu realizar a tarefa. Reconheceu que o pai não havia feito nada por ele, mas fez com ele. Ou seja, ele participou ativamente do processo de seu aprendizado. “Ensinar as pessoas não é apenas dizer o que fazer, mas como fazer e fazer com elas”.

3) “A criança esquece o que vê, esquece mais depressa o que ouve, mas raramente ou nunca esquece o que faz” Russeau

4) “Nunca vou me esquecer daquele dia...”

“As crianças podem esquecer o que você disse...mas nunca vão esquecer o que sentiram.” Carl W. Buehner

Por: Pr. Marcos Tuler, extraído do livro: "Ensino Participativo na Escola Dominical".

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Raikes own Sunday-School - St. Mary de Crypt. Gloucester, England - Prédio original da primeira Escola Dominical, fundada por Raikes, 1780, Gloucester, Inglaterra.
Resiliência e Escola Dominical


Você sabe o que são alunos resilientes? Já descobriu algum em sua classe? Edward Kimball, honrado professor de Escola Dominical do século XIX, realizou um excelente trabalho educacional em sua época. Kimball não era daqueles educadores que apenas transferem conteúdos para a cabeça de seus alunos. Mas se preocupava realmente com eles. Tinha ele um grande senso de responsabilidade, especialmente por um jovem acaipirado, recém chegado da roça, que havia começado a trabalhar em uma loja de calçados das redondezas. Um dia Kimball foi à loja e, numa saleta dos fundos, persuadiu o rapaz a aceitar Cristo como seu salvador.
Ao descrever esse jovem, Kimball disse: “Tenho visto poucas pessoas cujas mentes fossem espiritualmente mais obscuras do que quando ele entrou na minha classe de Escola Dominical, ou alguém que parecesse mais improvável tornar-se um crente de opiniões claramente decididas, quanto menos com condições de preencher qualquer esfera de utilidade pública. Mas o jovem Dwight L. Moody, chegou a tornar-se conhecido como o pioneiro das modernas técnicas de evangelização em massa e como pregador ungido pelo Espírito Santo, cuja mensagem tocou milhões de pessoas na América do Norte e Europa. Assim como Moody, há em nossas escolas dominicais muitos alunos resilientes, que aparentemente nada sabem e ninguém dá nada por eles. Mas... de repente, vencem as dificuldades e os obstáculos e se tornam pessoas brilhantes, especiais. Você seria capaz de descobri-los em sua classe?
Por: Pr. Marcos Tuler.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Pastor Marcos Tuler lecionando na 1ª Conferência de ED no Coqueiro-Belém/PA


1ª Conferência de Escola Dominical na Assembléia de Deus do Coqueiro/Belém/PA




A Assembléia de Deus do Coqueiro em Belém/PA, liderada pelo ilustríssimo pastor Paulo Pessoa, realizou nos dias 15,16,17 e 18 de novembro a 1ª Conferência de Escola Dominical. Estiveram presentes cerca de 1.300 professores de diversos lugares do Estado do Pará. Foram manhãs e noites abençoadíssimas com as palestras ministradas pelo pastor Marcos Tuler e pela irmã Telma Bueno. Abrilhantaram o evento o pastor Firmino Gouveia e sua mui digníssima esposa, irmã Ester, que estiveram presentes em quase todos os seminários. O pastor Bianor, superintendente geral de Escola Dominical e coordenador do evento demonstrou sua satisfação com a realização do mesmo e seu desejo de realizar outros similares.








domingo, 18 de novembro de 2007

Pastor Marcos Tuler entrega ao pastor Nivaldo seu merecido certificado.


3ª Conferência de Escola Dominical em Santarém/PA

A 3ª Conferência de ED em Santarém foi uma bênção em todos os sentidos. Estiveram presentes cerca de 800 professores. Além dos preletores da localidade, o evento contou com a participação do pastor Marcos Tuler, que desenvolveu o tema "Ensino Dinâmico para Novos Convertidos. Os mestres mostraram-se bastante motivados e entusiasmados com as aulas ministradas em um clima de troca de experiências educacionias e muita espiritualidade. Que Deus possa continuar abençoando o povo alegre, hospitaleiro e dinâmico de Santarém.




segunda-feira, 22 de outubro de 2007


Prédio original da primeira Escola Dominical, fundada por Raikes, 1780, Gloucester, Inglaterra. (St. Mary de Crypt, Gloucester, England).
CONQUISTANDO UM PADRÃO DE EXCELÊNCIA PARA A ESCOLA DOMINICAL

Pr. Marcos Tuler

INTRODUÇÃO

O principal objetivo de todos os que amam e se esmeram no laborioso ministério de ensino na igreja é que suas escolas dominicais cresçam e se desenvolvam em todos os âmbitos, aspectos e sentidos. Porém, para que esse objetivo seja de fato alcançado é imprescindível que se faça um sério e eficiente planejamento. Nenhuma Escola Dominical crescerá de verdade sem um cuidadoso e detalhado plano de ação e expansão.
Nesse afã, muitos questionamentos deverão ser feitos pelos líderes da ED: Quais as causas do insucesso da Escola Dominical? Quais as causas da constante evasão de alunos? O que fazer para criar novos departamentos ou ampliar os já existentes? A quantidade de alunos em cada classe está dentro dos padrões ideais? O que fazer para desdobrar as classes, tornando-as interessantes e participativas? Como arranjar espaços adequados para as salas de aula? Como redimensionar os espaços existentes? Como administrar os recursos financeiros, técnicos e humanos em benefício da Escola Dominical? Enfim, como conquistar um padrão de excelência para a Escola Dominical?

I. MEDIANTE UMA EFICIENTE ADMINISTRAÇÃO

1. A administração só será eficiente se houver organização.
Organização lembra ordem, método de trabalho, estrutura, conformação, planejamento, preparo, definição de objetivos.
“Uma vez que a ordem permeia o universo de Deus, temos base para crer que o céu é lugar de perfeita ordem. Leis preciosas e infalíveis regulam e controlam toda a natureza, desde o minúsculo átomo até os maiores corpos celestes.” (Manual da Escola Dominical, Antonio Gilberto). O crescimento sem ordem é aparente e infrutífero.
a) Deus é um ser organizado. Planejou a criação; a nossa redenção; a ordem das tribos; o tabernáculo; a multiplicação dos pães, etc.
A organização na Escola Dominical é extremamente necessária. Deverá estar presente em cada fase do trabalho: no planejamento, na execução do plano, e na avaliação dos resultados. A organização da ED deve ser simples e funcional; de acordo com a realidade de cada igreja.
b) Razões para a organização. Dividir e fixar responsabilidades; esclarecer os limites do trabalho a ser realizado; atender as necessidades das pessoas envolvidas; garantir resultados satisfatórios.

II. MEDIANTE UM PLANO DE CRESCIMENTO

A Escola Dominical deve crescer tanto em quantidade quanto em qualidade. As escolas que estão sempre crescendo numericamente, geralmente são as que mais se preocupam com a melhoria da qualidade de ensino. Quais os passos necessários para que a Escola Dominical cresça?

1. Localize o povo. Os líderes da ED precisam saber onde se encontra a sua população alvo. É necessário saber quem são e onde estão os alunos em potencial a serem matriculadas na Escola Dominical. Onde está a fonte de novos alunos?
a) Lista de novos convertidos. Muitos se convertem e não voltam mais à igreja. Precisamos buscá-los! Os novos convertidos são como crianças recém-nascidas em Cristo; precisam ser recepcionados e identificados imediatamente após a conversão.
b) Relação de visitantes na escola e nos cultos da igreja.
c) O rol de membros da igreja.
O rol de membros é uma fonte quase inesgotável. Faça uma campanha com o lema “Cada crente um aluno”.
O número de matriculados na ED deverá ser maior que o número de crentes no rol de membros da igreja.
d) A comunidade ao redor da igreja. Faça um recenseamento. Já que o departamento crescerá, os administradores deverão pensar em que direção ele irá crescer.
Faça uma visita ás famílias e convide-as para visitar a Escola Dominical. (Organize uma classe para não crentes.)
2. Promova uma campanha contínua de matriculas. Existe uma ligação direta entre a matrícula e a presença na ED. Á medida que cresce a matrícula, cresce também a presença.
Para dobrar a freqüência na ED é necessário dobrar a matrícula. (Geralmente, o número de alunos que freqüentam a ED assiduamente, corresponde a metade do número de alunos matriculados.)
a) Que plano de matrícula a sua igreja usa?

Plano de matrícula contrário ao crescimento

· Exigência de um novo aluno assistir à classe durante certo número de domingos seguidos, antes de ser matriculado.
· Desligar qualquer pessoa matriculada que não assista com regularidade à classe.

Motivos justos para desligamentos

Morte; transferência para outra igreja; mudança de residência que impossibilite a assistência à escola; um pedido insistente da parte do próprio aluno.

b) Quando se deve matricular um novo aluno?

Imediatamente, se for esse o desejo dele. Não se deve pôr obstáculos para a efetivação da matrícula.

3. Elabore um programa de visitação. A visitação visa encorajar os alunos ausentes, e reintegrá-los à vida cristã. (Todo Domingo, cada classe deve preparar uma lista de alunos ausentes e determinar quem da classe os visitará durante a semana.)

4. Amplie as estruturas. Criar novos departamentos, novas classes.

5. Providencie espaço adequado. Não adianta pensar em matricular novos alunos, em formar novas classes, se não existe espaço para a nova classe funcionar. Este é um dos principais problemas que explicam o pouco crescimento na maioria das Escolas Dominicais.
a) Redimensionar o espaço que já possui na igreja. Um estudo criterioso apontará o espaço não usado ou mal usado.
b) Aproveitar o espaço existente nas casas próximas à igreja ou em escolas públicas ou particulares.
c) Realizar a Escola Dominical em dois turnos.
Algumas igrejas realizam duas Escolas Dominicais: uma pela manhã e outra à tarde. Os colégios fazem isto; porque não a igreja?
d) Ampliar a construção. A igreja que constrói espaço suficiente para a sua ED tem espaço para todas as suas necessidades.

III. MEDIANTE A ADOÇÃO DE MÉTODOS CRIATIVOS

1. Exposição oral.
Aula expositiva ou preleção. Método tradicional usado freqüentemente em escolas de todos os níveis. O professor colocado diante do grupo expõe oralmente a matéria, falando ele só o tempo todo. É o método mais criticado, mas também o mais utilizado. O êxito ou fracasso no seu emprego dependerá da habilidade do professor.
2. Perguntas e respostas. É largamente utilizado por ensinadores experientes, desde os dias da antigüidade. A eficácia deste método reside no fato de que as perguntas sempre são desafiadoras. A mente, neste caso, não apenas recebe informação, mas a analisa e pondera. Existe todo um processo de reflexão, analise e avaliação que ocorre no cérebro do aluno, enquanto ele recebe a pergunta, medita nas suas implicações e verbaliza a resposta.
3. Discussão ou debate. O método de discussão ou debate é aquele em que um assunto ou tópico da lição é colocado para ser discutido entre os membros do grupo.
4. Técnicas de trabalho em grupo. Por maior que seja o entusiasmo do professor em incentivar a participação ativa dos alunos, seu sucesso vai depender em última instância de saber organizar atividades que facilitem esta participação. Aí é que entram as técnicas de trabalho em grupo. Eis algumas: phillips 66; díade; grupos simples com tarefa única; tempestade cerebral; pergunta circular; grupos de verbalização e de observação; painel; estudos de casos etc.

IV. MEDIANTE O APOIO IRRESTRITO DO LÍDER DA IGREJA

1. Comparecendo e participando.

2. Estimulando (A importância do estudo da Bíblia).

3. Incentivando seus auxiliares do ministério e líderes de Departamento.

4. Investindo na Escola Dominical.
a) Recursos financeiros. Deve a igreja destinar uma verba regular a fim de que a Escola Dominical possa funcionar sem atropelos e improvisações.
b) Recursos humanos. Compreende a reciclagem periódica do superintendente e professores.
c) Recursos Técnicos. Aquisição de material didático, mobílias adequadas e salas pedagogicamente planejadas.

Comportamento negativo

Permitir atividades paralelas à Escola Dominical (Atividades administrativas, tesouraria, serviço de som, afinação de instrumentos musicais, aconselhamento pastoral)

Não investir, ou investir insuficientemente na área de educação.

A principal parcela do orçamento da igreja sempre é dirigida a outras áreas em detrimento da educacional.

CONCLUSÃO

Todo o trabalho da Escola Dominical deve passar por uma avaliação periódica. Deve-se objetivar o padrão de excelência. Como buscar o padrão de excelência? Comparando o presente progresso (os resultados) com os alvos e objetivos previstos. A partir daí, você vai descobrir a possibilidade de melhorar e aperfeiçoar.