sexta-feira, 27 de junho de 2008





Mais aprendizagens significativas

No ensino médio, até o segundo ano, tive algumas dificuldades com a matemática. No terceiro, tive a felicidade de ser aluno de um professor admirável, chamado João Batista. O que o diferenciava dos demais mestres é que ele não apenas colocava as fórmulas matemáticas no quadro para serem memorizadas e aplicadas, mas nos ensinava
como estruturá-las, como montá-las. Esse procedimento didático muito nos auxiliava durante as provas. Não havia necessidade de decorarmos as fórmulas na íntegra, bastava relembrarmos o significado e a função de cada elemento da fórmula. Podíamos reestabelecê-las quando quiséssemos. As fórmulas e suas aplicações começaram a ter sentido para nós.

Leia e teça seu comentário.

Prof. Marcos Tuler

segunda-feira, 16 de junho de 2008



Fui alfabetizado com método da silabação. Este método é muito criticado porque os professores fazem os alunos decorarem letras e sílabas sem a menor relação com a realidade. Comigo não foi assim! Minha professora costumava associar letras, sílabas e palavras às histórias infantis que ela contava com muito entusiasmo. A maioria das vezes essas histórias eram inventadas naquele momento. As crianças achavam graça porque quase nunca aquelas historietas tinham um fim determinado, mas o importante é que sempre entendíamos o sentido da junção de cada letra ou conjunto de letras.

Pr. Marcos Tuler

sexta-feira, 13 de junho de 2008



APRENDIZAGENS SIGNIFICATIVAS

Aprendi com meus pais desde cedo a respeitar e valorizar as pessoas, considerando-as superiores a nós, independente de sua classe ou condição social. Meu pai sempre dizia que se desejamos ser honrados devemos primeiro honrar os outros. Devemos tratar as pessoas exatamente do modo como gostaríamos de ser tratados. Essa aprendizagem foi significativa porque pude vivenciá-la muitas vezes, a partir do modo como meus pais tratavam as pessoas que visitavam nossa casa.

Pr. Marcos Tuler

segunda-feira, 9 de junho de 2008




RELATOS DE EXPERIÊNCIAS DE APRENDIZAGENS SIGNIFICATIVAS


A partir de hoje estarei publicando algumas de minhas experiências de aprendizagens significativas. Se você quiser terei imenso prazer em divulgar suas experiências em meu Blog. Basta enviá-las para o endereço: marcos.tuler@cpad.com.br ou relatá-las em seu comentário. Participe!

Prof. Marcos Tuler



Quando iniciei o curso de Teologia tinha apenas 16 anos. Naquela época, já havia lido diversos livros sobre temas teológicos, e assistido a diversas palestras. Modéstia à parte, era um estudante dedicado, especialmente em “escatologia bíblica”, uma densa e polêmica matéria. Costumava debruçar-me horas a fio sobre volumosos tratados escatológicos.
O corpo docente da faculdade onde estudei era composto dos melhores professores do Brasil nesta área, talvez da América Latina. Dentre esses professores, havia um americano de oitenta anos, especialista em escatologia. Ele era competente e esforçado, mas a turma não lhe dava muita atenção. Certa noite, enquanto assistia a uma de suas aulas, percebi que a sala estava muito barulhenta. Foi então que decidi tecer um infeliz comentário: “Tudo o que ele está ensinando, estou cansado de saber. Eu queira aprender coisas novas sobre esse tema”. Assim que disse isso, olhei para os lados e percebi que a turma estava em absoluto silêncio. Não se ouvia o zumbido de uma mosca! Meu comentário havia ecoado nos quatro cantos da sala. Sentado na primeira fila, e de costas para o professor, não tive coragem de olhar em sua direção. Um suor gélido percorria todo o meu corpo. Quando decidi encarar o mestre de frente, deparei-me com aqueles inesquecíveis olhos azuis, fitando-me intensamente. Ele era um gentleman, por isso limitou-se à seguinte pergunta: “Você gostaria de dar aulas em meu lugar?” Aquele foi o mais longo e amargo momento da minha vida. Não falei absolutamente nada. Apenas abaixei a cabeça e fiquei quieto até o final da aula. Dias mais tarde, procurei-o e pedi-lhe perdão. Esse foi o difícil caminho que percorri para aprender uma das mais significativas lições da minha vida – a humildade. Eu imaginava que sabia mais que meu experiente mestre. Estava enganado. Minha vaidade não me permitia enxergar um milímetro além do frio conteúdo acadêmico. Que experiência incrível!

Pr. Marcos Tuler

quarta-feira, 28 de maio de 2008

SUBSÍDIO PARA LIÇÕES BÍBLICAS DA CPAD

LIÇÃO 9 – VENCENDO AS TENTAÇÕES: AGRADANDO A DEUS


I. Quando a arma do inimigo é a nossa própria natureza.

Isto é, a natureza carnal inata. A que herdamos de Adão (1 Co 15.46-49). Davi disse: “Em pecado me concebeu minha mãe” (Sl 51.5). Ler Rm 7.5.

1. Tentação: a estratégia do inimigo (Mt 4.1-11).

Vamos ver o que aconteceu na tentação de Jesus. O Mestre foi tentado sob três aspectos:

a) A concupiscência da carne.

“Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães.”

“Se” (advérbio de dúvida). Isto lembra o Éden: A serpente disse à Eva: “Certamente não morrereis”.

Tu não és o Filho de Deus? (vaidade) “...Serás como Deus”.

b) Soberba da vida.

“Se tu és o Filho de Deus lança-te daqui abaixo”.

c) Concupiscência dos olhos.

“Mostrou-lhe todos os reinos do mundo.”

Cristo respondeu-lhe imediatamente, sempre usando a Palavra de Deus: “está escrito”.
O contra ataque ao inimigo deve ocorrer de imediato. “Mas Jesus lhe respondeu... (Lc 4.8).

Jesus, o Filho de Deus...

– Não ignorou a força de Satanás.
– Não discutiu teologia com o inimigo.
– Não negociou com o príncipe deste mundo.

“Resisti ao Diabo, e ele fugirá de vós” (Tg 4.7)

O verbo resistir é um termo militar. Significa deter ou impedir o progresso do adversário. Ou seja, devemos reprimir a tentação.

Temos de deter a sua tentativa de nos destruir. Ele não pode nos atingir.

2. O processo da tentação do crente. Como ocorre (Tg 1.14,15)?

“Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência” (...) depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte” (Tg 1.14,15).

a) Atração – Vem através dos sentidos (visão, audição, olfato, paladar e tato).
b) Engodo – Engano (Isca) A pessoa é seduzida pela própria concupiscência (cobiça, apetite carnal exagerado e insaciável – faz parte da natureza adâmica).

“De onde vêm as guerras e pelejas entre vós? Porventura não vêm disto, a saber, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam? (...) cobiçais e nada tendes; matais e sois invejosos, e nada podeis alcançar; combateis e guerreais, e nada tendes, porque não pedis”. (Tg 4.1,2).

Somos enganados e tentamos nos enganar:

– Deus não quer que eu seja infeliz.
– Por que lutar contra este sentimento?
– Todo mundo está fazendo.
– Não vai passar disto.
– Sempre fiquei imaginando como seria.
– Só esta vez.
– Não é nada de mais.
– Ninguém vai saber.
– Vou conseguir livrar-me em outra vez.
– Não vai afetar ninguém, só a mim.
– Posso confessar depois, e tudo será esquecido.
– Deus vai me deter, se quiser que continue.

c) Quando a concupiscência é concebida (gerada dentro de nós), dá à luz o pecado (o pecado vem à tona na mente). (aqui a pessoa ainda pode interromper o processo)

“Revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e nada disponhais para a carne, no tocante às sua concupiscências” (Rm 13.14).

d) O pecado quando consumado gera a morte.

Jovens! Vocês não podem ser combalidos nesta batalha! Vocês são fortes e já venceram o maligno!

3. Como neutralizar a estratégia do inimigo?

a) Usando a armadura de Deus.

O crente deve defender-se das artimanhas, das ciladas, emboscadas de Satanás com a armadura de Deus (Ef 6.11).

Que são artimanhas? São ardis ou astúcias utilizadas na guerra para burlar o inimigo.

b) Quais são estas armaduras?

“As armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas” (2 Co 10.4).

O apóstolo Paulo nos apresenta em Efésios 6.13-17, cinco peças do equipamento de defesa:

1. Os lombos são defendidos com a verdade.
2. O peito (a couraça) é defendido com a justiça.
3. Os pés são calçados com o evangelho de Cristo.
4. Com a fé (escudo) se defende o rosto e as partes vitais do corpo.
5. A cabeça é defendida pelo capacete, que representa o conhecimento da salvação.

Ao tentar Jesus no deserto, Satanás concentrou-se em lançar dúvidas na sua mente: “Se tu és o Filho de Deus...”

A Bíblia diz que “o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo.”

Precisamos conhecer mais sobre a nossa salvação para não sermos surpreendidos com as armadilhas do inimigo:

“Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo.”
“Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano por homens que com astúcia enganam fraudulosamente” (Ef 4.13,14).

Paulo menciona apenas um equipamento de ataque: a Espada do Espírito, que é a Palavra de Deus.

Para vencermos a batalha contra o mal precisamos da Espada do Espírito na mão e do capacete do conhecimento da salvação na cabeça. Ou seja, precisamos manejar bem a Palavra e conhecer tudo a respeito da nossa salvação.

b) Não entrando em tentação: oração e vigilância.

Para não entrar em tentação o crente precisa vigiar e orar.

Este foi o conselho de Jesus a seus discípulos quando foi ao Getsêmani: “Orai, para que não entreis em tentação” (Lc 22.40).

Artigo de Max Lucado

“Satanás tem uma estratégia especial para você e ele somente a põe em prática quando você não está olhando. O covarde pai da mentira não ousa encará-lo de frente. Não senhor. Não espere que o chefe dos demônios o desafie para um duelo. Ele não tem integridade para pedir-lhe que se prepare e levante a guarda. Ele joga sujo.
Ele é o mestre do alçapão e autor dos momentos de fraqueza. Espreita até o momento em que você está de costas. Espera suas defesas fraquejarem. Aguarda pelo momento em que o gongo bate e você está se dirigindo para ao seu corner para descansar. Então aponta os dardos para seu ponto mais fraco e...
Na mosca! Você perde a calma, cobiça. Cai e se arrasta. Toma uma bebida, beija uma mulher. Segue a multidão. Racionaliza. Diz “sim”. Assina seu nome. Esquece-se de quem você é. Entra no quarto dela, olha pela janela, quebra sua promessa. Compra a revista, mente, deseja. Bate o pé e segue seu próprio caminho. Você nega seu Mestre.”

c) Disciplina pessoal.
“Todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível, nós porém, uma incorruptível.” (...) Pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar. Antes subjugo o meu corpo e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado” (1 Co 9.25-27).

d) Resistindo ao Diabo (1 Pe 5.8,9; Tg 5.17).

e) Buscando a santificação (Hb 12.14; 1 Pe 1.15).

f) Ocupando a mente com as coisas espirituais (1 Ts 4.3-7; Cl 3.1-10; Fp 4.8; Gl 5.19).

domingo, 20 de abril de 2008




PEDINDO À PESSOA CERTA

Por: Marcos Tuler



Ainda posso sentir o mesmo frio no estômago, que experimentei quando o Diretor chamou-me à sua sala. Quase não podia respirar: a ansiedade e o temor abraçavam-me buliçosamente. O que estaria acontecendo? Não era comum chamar-me daquele jeito, naquele tom. Tentei, num esforço desumano, lembrar-me de alguma coisa errada que, por ventura, tivesse feito nos últimos dias, ou nas últimas horas. Porém, nada me veio à lembrança. Que sensação desconfortável!
Adentrei-me naquela suntuosa sala. O Diretor despachava faustosamente pelo telefone. Sentei-me, e por alguns instantes apreciei o gélido clima que destoava dos “ares” das outras dependências.
O Diretor era um homem imponente em seus quase dois metros de altura. Tinha sorriso branco e largo; ostentava postura de quem recebera um título honorífico inglês. Pensando bem, era diretor de uma multinacional; uma grande distribuidora no ramo de papel-celulose.
O que intentaria falar-me de tão importante? Que atenção mereceria um simples funcionário? Estaria o ilustríssimo Diretor em “estado de graça”?
Antes de endireitar-me pela enésima vez na cadeira, ouvi aquela voz vigorosa e desafiadora, que caracteriza os empreendedores: “Como vai Sr. Marcos? O dia está maravilhoso, não acha?” Depois de uma pequena pausa, meneei a cabeça concordando. Na verdade esperava que ele fosse direto ao assunto; o que não aconteceu. Então tomei coragem e perguntei-lhe: “Em que posso ajudá-lo Sr. Alfredo?" "Por qual razão chamou-me?" Ao que me respondeu enfaticamente: “Quero apenas dar-te um conselho.” Continuou. “Soube que o Sr. passa por dificuldades financeiras e, devido a isto, tem pedido dinheiro emprestado a várias pessoas aqui na empresa." "Isto é verdade?" Indagou-me.
Nunca me esquecerei daquele momento! Tive certeza de jamais poder encará-lo novamente.
Quando ainda pensava em justificar-me, irrompeu-se decisivamente o Diretor: "Admiro-o muito como pessoa e gosto do seu trabalho, portanto, escute o meu conselho: quando tiver de pedir alguma coisa a alguém, não peça a qualquer pessoa. Peça somente a quem realmente pode e deseja ajudar-te." Prosseguiu explicando. “Quando você pede alguma coisa a várias pessoas, todos ficam sabendo do seu problema, e quase nunca podem ou desejam ajudá-lo. Ao contrário, às vezes usam o teu problema ou necessidade para ridicularizá-lo.”
Que lição maravilhosa o Espirito Santo ensinara-me naquele momento! Lembrei-me imediatamente do que diz o Senhor em sua Palavra: "...nada tendes, porque não pedis" (Tg 4.2).
Queixamo-nos tanto de nossos problemas, participamo-los a tantas pessoas, que às vezes temos a impressão de tê-los contado ao Senhor. É só impressão! Na verdade, nosso Pai celestial nunca ouviu de nossos próprios lábios um só balbucio a respeito deles.
Preferimos esmolar os mesquinhos favores humanos que pedir a quem realmente quer e pode nos dar: o
Dono da terra, do mundo, de todas as riquezas e criaturas.
Precisamos fazê-lo conhecedor de nossos anseios.
Para receber as bênçãos do Altíssimo é necessário exercitar a vontade, o querer; desejar com ardor e pedir com persistência.
A história do cego de Jericó, narrada nos Evangelhos, ilustra satisfatoriamente este ponto.
Bartimeu, quando soube que Jesus estava por perto, não hesitou um só instante, começou a bradar em alta voz: “Jesus Filho de Davi, tem misericórdia de mim.”
Ele tinha certeza que jamais teria outra chance, pois ninguém no mundo poderia solucionar seu problema. Após muita insistência, e total indiferença ao coro da desesperança, ouviu de seus próprios repreensores o sonoro convite ao “bom ânimo”. Era o fim da sua desgraça, afinal, o Mestre divino o chamava. Não precisava mais gritar.
Lançando de si todo o impedimento, colocou-se inteiramente a disposição do dono da vida.
A partir daquele momento, Jesus faria a pergunta mais lógica de toda a Bíblia: “Que queres que te faça?”
Ora, o homem era cego!
Era necessário que o filho de Timeu manifestasse naquele momento todo o desejo do seu coração: "Mestre, que eu tenha vista".
Deus tem sempre a melhor das intenções a nosso respeito. Sua vontade é sempre nos abençoar; Ele faz o bem que esperamos sem nos lançar em rosto e não aceita recompensa: “Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais” (Jr 29.11).
Ele é Pai, e doador de todas as bênçãos. Jamais nos despedirá de mãos vazias. Devemos confiar-Lhe toda a nossa vida.
“E qual de entre vós, é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra? E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem” (Mt 7.9-11).


Marcos Tuler é pastor, pedagogo, escritor e chefe do Setor de Educação Cristã da CPAD.